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Aparecida ainda não ultrapassou Anápolis em dados econômicos, mas está muito perto

Dados de institutos mostram que a cidade colada à capital está tendo méritos na diversificação de matriz, só que ainda carece de indústrias com o perfil encontrado em solo anapolino

Karina Ribeiro -
Imagem aérea de polo industrial em Aparecida de Goiânia. (Foto: Rodrigo Estrela/Ascom)

Para quem é curioso sobre o cenário econômico estadual sabe que elas se olham de perto, avanço a avanço. Há uma competitividade interna, de respeito, e considerada saudável.

É assim que Aparecida de Goiânia e Anápolis ‘travam’ brigas numéricas e que chamam atenção de investidores e profissionais de mercado.

Por muitos anos, Anápolis se estabeleceu com um segundo lugar confortável quando o assunto era Produto Interno Bruto (PIB), número de indústrias instaladas e contratação de mão de obra.

O cenário vem se modificando de tempos em tempos e o título de maior produção de riquezas do interior ainda permanece com o município, conforme dados mais recentes.

Em 2018, o Instituto Brasileiro de Estatística (IBGE) aponta que Anápolis gerou R$ 14,239 bilhões tendo Aparecida na cola, com R$ 13, 265 bilhões.

Os números provam que a maior cidade da região metropolitana está ganhando espaço e crescendo mais rápido ao conseguir montar parques industriais mais amplos e com matriz econômica mais diversificada.

Segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Aparecida possui 1.878 estabelecimentos comerciais – sendo 1.250 de indústria de transformação, 623 da construção civil e cinco extrativa mineral.

Já Anápolis, conforme o mesmo estudo, conta com 1.393 estabelecimentos industriais – sendo 866 de indústria de transformação, 523 da construção civil e quatro extrativa mineral.

Mesmo com essa diferença quantitativa considerável, a assessora econômica da Fieg, Januária Guedes, explica os motivos que levam Anápolis a ainda permanecer em vantagem.

“O tipo de indústria presente em Anápolis, sobretudo a farmacêutica, tem características com valor agregado maior”, diz.

Entretanto, a diversidade de indústrias que Aparecida de Goiânia já tem não a deixa tão refém às crises de setor.

O caminho para as duas continuarem “brigando” de forma competitiva e saudável só é possível de uma forma, sugere a especialista.

“Hoje se quiser ter maior produtividade, desempenho, retorno e ganho de competitividade, não há outra saída se não for investindo em indústria de inovação e tecnologia”, explica.

Balança Comercial x ICMS

Ao bater o olho nesses dois indicadores econômicos das duas maiores cidades do interior de Goiás, é possível observar uma discrepância, mas que é só aparente.

O saldo da balança comercial de Anápolis é deficitário, e muito: US$ 1,231 bilhões. Para Aparecida esse déficit é quase três vezes menor: US$ 404,1 milhões. Os dados são de 2020.

Já a arrecadação de ICMS de Anápolis, no ano passado, fechou em R$ 1,257 bilhões. Aparecida, por sua vez, rendeu menos, com apenas R$ 178,1 milhões.

A explicação está novamente no tipo de indústria, lembra Januária Guedes.

“Anápolis ganha mais por ter indústrias de tecnologia que, também, acabam comprando mais insumos, deixando a balança em déficit. Mas eles são transformados e revertidos”, termina.

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