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O que a Polícia Civil já apresentou sobre investigação no Hospital Municipal de Aparecida

Suspeitas são de que haja superfaturamento e direcionamento de processo seletivo para contratação de laboratório

Karina Ribeiro -
Foto fachada do Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia. (Foto: Divulgação/PCGO)

Superfaturamento, notas fiscais genéricas e direcionamento de processo seletivo.

Esses são os focos da Polícia Civil de Goiás (PCGO) na 2ª etapa da Operação Falso Positivo, deflagrado nesta quinta-feira (04) em Aparecida de Goiânia.

O desdobramento da operação, que começou há um ano, aponta que a contratação do Inac Medicina Laboratorial feito pela Organização Social Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar (IBGH) que gere o Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia, foi direcionado.

Vários indícios indicam tal situação: o laboratório foi criado somente dois meses antes do processo seletivo e uma das sócias seria a mulher do secretário da Fazenda da Prefeitura de Aparecida de Goiânia, André Luiz Rosa.

Além disso, a empresa, que realiza exames laboratoriais, teria ficado em segundo lugar no processo seletivo.

“O laboratório entrou com uma representação contra  o primeiro colocado, que foi desclassificado, de uma forma ainda muito questionável”, afirmou o delegado, Alexandre Otaviano Nogueira, em entrevista coletiva.

Embora o delegado não consiga mensurar o valor do rombo, o contrato mensal entre a OS e o laboratório é de R$ 700 mil e R$ 1 milhão.

“Novos documentos levaram a suspeita de notas fiscais de exames laboratoriais como valores acima de mercado, notas fiscais emitidas de forma genérica e notas fiscais emitidas para funcionários, tanto  da prefeitura como do IBGH, que não estão contemplados no contrato de gestão”, ressaltou em coletiva.

Foram realizados três mandados de busca e apreensão, sendo uma na casa do Secretário da Fazenda e as demais na Secretaria Municipal de Saúde e no Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia.

O delegado não descarta a possibilidade de outros funcionários públicos, inclusive do alto escalão, de estarem envolvidos no esquema.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Aparecida de Goiânia, mas não obteve resposta.

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