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Entenda o que vai acontecer com homem preso por racismo em supermercado de Goiânia

Investigado pagou fiança e irá responder em liberdade. Caso pode levar meses para avançar na Justiça

Augusto Araújo -
Homem é preso em supermercado de Goiânia após cometer injúria racial contra atendente de caixa. (Foto: Reprodução)

O homem preso no último domingo (14) por injúria racial, proferida contra uma atendente de caixa em supermercado do setor Marista de Goiânia, está solto.

Rodrigo Gomes da Paixão, 32 anos, pagou a fiança de R$ 3,3 mil e irá responder em liberdade.

Portal 6 entrou em contato com o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), para entender quais são as próximas etapas no processo contra o investigado.

Após a liberdade provisória concedida ao acusado, o caso dele foi distribuído para a 4ª Vara Criminal de Goiânia, onde irá correr de forma normal.

Sendo assim, a Vara Criminal vai enviar o processo para o Ministério Público, que dará um parecer sobre a inocência ou culpa do investigado e dará prosseguimento ao litígio.

Embora seja imprevisível o tempo exato para que todo o processo seja avaliado e um julgamento seja estabelecido, casos assim costumam levar de oito meses a mais de um ano para se desenrolar na Justiça.

Entenda o caso

O crime ocorreu por volta das 18h, segundo boletim da Polícia Civil. Rodrigo teria se revoltado com a demora para ser atendido no supermercado.

A atendente, de apenas 19 anos, teria se aproximado para tentar ajudar o cliente, mas foi recebida com insultos.

“Além dessa demora, eu ainda tenho que ser atendido por uma preta! Não irei falar baixo com uma preta! Sou racista mesmo! E não sou obrigado a conversar com uma preta”, proferiu o acusado.

De acordo com testemunhas, Rodrigo teria tentado correr para o estacionamento em seguida, mas foi impedido de fugir do local por cerca de 30 pessoas, quando já estava no veículo.

A Polícia Militar chegou ao local e prendeu o homem em flagrante. Ele foi levado para a Central de Flagrantes da Polícia Civil. O caso foi registrado como crime contra a honra e injúria racial.

Os policiais também informaram na ocorrência que encontraram a vítima em prantos e bastante constrangida.

O inquérito será conduzido pelo Grupo Especializado no Atendimento às Vítimas de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Geacri).

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