Grupo em jet skis atira em direção à praia da zona hoteleira de Cancún

"Houve uma reação atrasada por cerca de cinco segundos, então todos começaram a lutar, gritar, chorar e correr", afirmou turistas

Folhapress -
(Foto: Getty/Getty Images)

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Turistas de uma praia na costa de Cancún, no México, relataram para autoridades terem escutado tiros e avistado atiradores em jet skis, nas proximidades de um resort. Os atiradores pararam na praia e abriram fogo contra a zona hoteleira, na última terça-feira (7). Segundo as autoridades locais, não houve feridos.

Os turistas Andy Guyrich e Kerry Arms, do estado de Minnesota (EUA), disseram que demorou um certo tempo para perceberem a real situação. “Houve uma reação atrasada por cerca de cinco segundos, então todos começaram a lutar, gritar, chorar e correr”, afirmou Arms.

“Tinha dois caras e talvez um terceiro, que subiram em um jet ski, e o que eu vi foram eles atirando para o céu”, afirmou a testemunha Rick Lebassa, turista do Maine (EUA), em entrevista para a agência Associated Press. Ele falou que visita o caribe mexicano há 31 anos, mas, até então, não tinha vivenciado nada parecido. “Não estou muito preocupado, porque esta é a primeira vez [que vejo isso]”

O chefe de polícia do estado mexicano de Quintana Roo, Lucio Hernández Gutiérrez, informou que os atiradores haviam disparado em direção à zona hoteleira, e que os jet skis foram encontrados e apreendidos.

Segundo a Associated Press, esse tiroteio foi o mais recente de uma série de ataques violentos que a região costeira vem sofrendo, e ocorreu na mesma semana em que um batalhão especial de tropas da Guarda Nacional mexicana chegou na região para protegê-la.

No início de novembro, um tiroteio entre traficantes em uma praia exclusiva de Puerto Morelos, perto de Cancún, deixou turistas assustados e presos no saguão do hotel Hyatt Riviera, que faz parte de luxuosos complexos turísticos. Dois homens identificados como traficantes de drogas morreram na troca de tiros.

Autoridades mexicanas afirmam que esses confrontos ocorrem devido à disputa entre rivais de drogas. Cartéis estariam lucrando com o “comércio varejista” de entorpecentes na área e, por isso, as disputas constantes, com objetivo de eliminar a concorrência e garantir que suas drogas sejam prioridade nas vendas.

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