Os detalhes da operação ultrassecreta do Gepatri para prender Henrique Saccomori

Equipes tiveram de agir muito rápido e empresário foi encontrado já na fila de embarque de aeroporto

Rafaella Soares Rafaella Soares -
Os detalhes da operação ultrassecreta do Gepatri para prender Henrique Saccomori
Henrique Saccomori foi preso em São Paulo. (Foto: Captura)

Permanece sob responsabilidade da Polícia Civil e ainda sem dar entrada no sistema prisional de Anápolis o empresário Henrique Saccomori.

O Portal 6 confirmou a informação junto a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) e apurou também que ele ainda não passou pelo Instituto Médico Legal (IML) da cidade para realização do exame de corpo de delito.

Mesmo que a prisão tenha acontecido durante uma operação ultrassecreta no sábado (02) e a investigação esteja sob sigilo, uma entrevista coletiva deverá ser concedida pela Polícia Civil para revelar os detalhes da detenção de Henrique.

De acordo com o delegado regional de Anápolis, Maurício Massanobu Kai, o Grupo de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio (Gepatri) está desde o fim da sexta (1º) debruçado sobre o caso e não teve tempo sequer para descansar.

Isso porque foi logo que iniciou o plantão que o delegado Jorge Bezerra, responsável pelo caso, recebeu informações de que o empresário estaria na iminência de fugir do país.

Um pedido de prisão preventiva foi feito às pressas ao Poder Judiciário e, mesmo sem um retorno, para evitar que Henrique escapasse, o investigador já reuniu uma equipe e seguiu na madrugada para São Paulo em uma viatura.

Conforme Maurício Massanobu, os agentes já estavam no meio do percurso quando foram informados que a Justiça havia autorizado a detenção.

Com apoio da Polícia Federal de São Paulo, Henrique foi encontrado na fila de embarque do aeroporto, pronto para ir embora do Brasil.

O empresário foi recambiado para Anápolis e chegou na cidade com a equipe do Gepatri na madrugada desta segunda (04). O horário em que deverá ser levado para a cadeia ainda é um mistério.

Desde que o caso começou a repercutir em Goiás, na última quarta-feira (30), já foram registrados cerca de 18 boletins de ocorrência contra ele na Polícia Civil.

Rafaella Soares

Rafaella Soares

Formanda em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Começou no Portal 6 como estagiária, foi repórter e chegou a ser editora e diretora de Conteúdo.

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