OAB de Anápolis quer encontrar vítimas de reportagem contra gays nos anos 80

Presidente da Comissão LGBTQIA+ da subseção se mobiliza para saber como estão “as lendas” e homenageá-los

Lucas Tavares -
Edição do jornal tratou homossexuais como criminosos. (Foto: Reprodução/Twitter)

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) subseção de Anápolis deseja encontrar as vítimas da reportagem preconceituosa do extinto jornal Correio do Planalto, nos anos 80, para uma reparação.

Na matéria, os homossexuais são tratados como criminosos e a condição sexual é considerada um grave problema de desordem e perturbação.

O conteúdo do jornal teve grande repercussão nos últimos dias nas redes sociais e incomodou vários internautas e entidades públicas.

O Presidente da Comissão LGBTQIA+ da OAB da cidade, Alex Costa, acenou o desejo de encontrar as vítimas da publicação preconceituosa e repará-las.

“Já acionei alguns ativistas e militantes da década de 80 de Anápolis para tentar localizar as pessoas citadas na reportagem. Vamos realizar uma retratação pública e homenagem a essas pessoas que são símbolo de resistência da comunidade”, disse ao Portal 6.

Segundo ele, já surgiram pistas da localização de Antônio Marmo Mendonça, “a estrela de Anápolis”, conhecida como Terezão.

“Ela é sim uma estrela, uma personalidade que marcou o início da comunidade LGBTQIA+ da cidade e, sobretudo, um símbolo de resistência”, afirmou.

O advogado afirma que a matéria tem um teor tendencioso, visa criminalizar os gays e induzir o banimento deles da cidade.

“A cultura LGBTQIA+ sempre foi vista como marginalizada. Não mudou muita coisa em Anápolis quanto à LGBTfobia”.

De acordo com Alex, uma das medidas possíveis para retratação seria uma moção de aplausos, com certificados de cidadania anapolina e destaque de direitos humanos.

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