PM preso por aplicar golpe a outros policiais em Goiás prometia rendimentos de até 30% ao mês

Prejuízo passa de R$ 1 milhão e ele foi denunciado pelo Ministério Público por estelionato

Da Redação -
Golpes foram aplicados em policiais da Rotam. (Foto: Divulgação/Rotam)

O policial militar preso suspeito de aplicar golpes em colegas prometia às vítimas rendimentos de até 30% ao mês. O cabo Francisco de Assis Jesus dos Santos Soares de Oliveira oferecia mentorias sobre aplicações financeiras em criptomoedas, apostas esportivas e ativos de renda variável.

A um dos militares ele disse que estava montando uma banca de jogos online e tinha uma fórmula para lucrar 5% por dia. Num período de 38 dias ele já entregaria a quem investisse um valor com rentabilidade de 30%.

Francisco ainda mostrava gráficos e comprovantes de depósitos para outros supostos investidores para endossar o cálculo. O cabo ainda alegava que a banca funcionava há mais de oito meses.

Uma das vítimas fez cinco depósitos e passou ao suspeito quase R$ 60 mil. Todavia, recebeu apenas R$ 3 mil. O policial preso alegou que teve um problema na banca e os valores ficaram retidos junto à empresa que opera o negócio e não foi possível desbloqueá-los.

O cabo jamais mostrou extratos bancários ao colega, que ainda propôs a ele que devolvesse pelo menos a quantia investida. O suspeito afirmou que não tinha dinheiro nem bens que pudessem ser revertidos para que a vítima pudesse reaver o valor.

Francisco foi preso na quinta-feira (28) e, na sexta-feira (29), o Ministério Público de Goiás ofereceu denúncia contra ele. A Justiça Militar bloqueou as contas bancárias do investigado.

As investigações apontam que 20 policiais das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) foram vítimas do golpe.

 

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