Após criança autista não poder se apresentar, escola de Anápolis aciona polícia por medo de ameaças
Diretora da unidade afirma que tudo foi um "mal entendido" e que assunto será debatido entre professores
A Escola Municipal Jahir Ribeiro Guimarães, localizada no Jardim Guanabara, em Anápolis, acionou a Polícia Militar (PM), nesta segunda-feira (08), para uma intensificação no patrulhamento após a unidade receber ameaças.
Essa é a mesma unidade que virou polêmica ao longo de todo o final de semana depois de vazar o relato de uma mulher, que contou que a filha foi impedida de participar de uma apresentação de Dia das Mães por ser autista.
Em conversa ao Portal 6, a diretora da instituição, Rosana Fernandes Barbaresco, afirmou que, desde o ocorrido de sexta-feira (05), a escola tem recebido diversas intimidações, principalmente por meio de comentários nas redes sociais, despertando uma certa insegurança na profissional.
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“A maior parte dessas ameaças vêm de pessoas que nem ao menos tem vínculo com a instituição e são oportunistas”, disse ela.
Segundo a profissional, a situação se tratou, na verdade, de um “mal entendido entre a mãe e a professora” e que a mulher “não compreendeu o que, de fato, a educadora havia dito”.
Na ocasião, conforme noticiado pelo Portal 6, a genitora disse ter escutado de uma das professoras que a menina não poderia participar da participação, pois não aceitava colocar um chapéu e tampouco saberia se comportar.
Ao escutar isso, a mãe retirou a filha do local, retornou a residência e denunciou a situação a um pequeno grupo de amigos nas redes sociais, mas o conteúdo foi printado e vazado para várias pessoas.
Rosana ainda garantiu que a instituição abriga alunos com necessidades especiais e que, todos eles, puderam participar normalmente da apresentação. No entanto, ela afirma que irá se reunir com os professores para debater o assunto.
“Nós vamos nos reunir com os professores, mas nós não estamos entendendo a dimensão. A mãe deve ter se sentido excluída e dolorida e não esperou nem a apresentação acabar”, disse.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) também afirmou que vai apurar o caso durante a semana.








