Entenda por que Porto Seco de Anápolis é responsável por mais da metade das importações em Goiás
Espaço alfandegário está em operação há mais de 25 anos dando suporte às operações logísticas da região


Números fruto das operações do Porto Seco de Anápolis, operado pela Porto Seco Centro-Oeste (PSCO), impressionam pela vultuosidade. Dados de 2024 revelam que o porto alfandegário recebeu 53% das importações de Goiás, tendo movimentado 688 mil toneladas de cargas.
Considerando os últimos cinco anos, o Porto Seco atingiu a movimentação de mais de 445 mil toneladas de grãos, 383 mil toneladas de algodão. Além de 252 mil toneladas de cargas gerais, como medicamentos e peças automotivas, divulgou o portal Empreender em Goiás.
Quem explica de forma didática ao Portal 6 a função do local é o diretor de Operações do PSCO, Everaldo Fiatkoski. “Prestamos um serviço de apoio às empresas e indústrias de Goiás, movimentando essas cargas”, resumiu.
Ele cita como exemplo a importação de insumos farmacêuticos. “São enviados para a indústria e passam pelo processo de agregação de valor. O mesmo acontece quando um produto de Goiás passa pelo porto para seguir para outro destino”, explicou.
É esse vai e vem de mercadorias que gera o volume financeiro movimentado pela operação do PSCO, permitido pelos modais rodoviário e ferroviário que passam pelo espaço alfandegário localizado no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia).
Vantagens
Segundo Eduardo, o que atrai esses volumes é uma competência desenvolvida pelo operador alfandegário, atraindo interessados pelas vantagens oferecidas. “A quantidade que é movimentada por aqui, que traz ganhos de produtividade e de custo”, sintetizou.
O diretor traz um exemplo, quando cita que enviar uma folha via correio custa X, sendo que esse valor unitário torna esse envio caro. “Imagina pegar uma composição da Ferrovia Norte-Sul com 112 contêineres enviando quantas folhas couber. Você tem custos menores do que optar pelo rodoviário”, expôs.
Fiatkoski confirmou, também, os produtos que mais passaram pelo PSCO no ano passado, sendo grãos – que somaram 114,5 mil toneladas – e algodão, que somou 88,1 mil toneladas. Em cargas gerais, foram 55,6 mil toneladas.
“A operação (aqui no Porto Seco) acontece do lado da indústria, trabalhando próximo do local de operação, o que traz essa atratividade”, complementou, reforçando que o espaço está há 25 anos em operação.
Futuro
Everaldo é otimista quanto ao eventual crescimento das movimentações do Porto Seco, o que acarreta valores crescentes movimentados. “O superávit de Goiás é fomentado com produtos que agregam valor, trazendo um benefício imensurável para o estado”, ressaltou.
O diretor destaca o crescimento dos últimos anos para provar o otimismo. “Em 2019, importações somaram US$ 3,7 bilhões. Já em 2024, foram US$ 5,6 bilhões”, citando que no início da operação eram cerca de US$ 250 milhões. “Mostra que temos economia pujante por conta da agregação de valor no local”, concluiu.
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