Funcionária de lotérica em Goiânia cai em golpe e perde mais de R$ 200 mil
Criminoso demonstrou uma boa lábia e sabia detalhes não só da rotina de trabalho, mas também da família da vítima

O que era para ser um dia de muito trabalho e expectativa com a Mega da Virada terminou em um pesadelo financeiro para duas funcionárias de uma casa lotérica no Setor Campinas, em Goiânia. Uma jovem, que trabalha no estabelecimento, foi alvo de um estelionatário que se passou pelo proprietário do local e conseguiu causar um prejuízo superior a R$ 200 mil.
O crime foi registrado nesta quarta-feira (31) e teria começado logo cedo, por volta das 09h40. O golpista, utilizando um número de WhatsApp com a foto de um homem de meia-idade e se identificando como o patrão da vítima, iniciou uma conversa sobre os bolões da virada.
Com uma lábia convincente e demonstrando conhecer detalhes da rotina e até da família da funcionária, o criminoso passou a enviar dezenas de boletos bancários, solicitando que fossem pagos imediatamente no caixa da lotérica. Para dar um ar de legitimidade, ele chegou a enviar comprovantes falsos de transferências via PIX, induzindo a jovem a acreditar que os valores estavam sendo repostos na conta da empresa.
- Moradores de Anápolis podem fazer cursos gratuitos de cortes de cabelo, design de sobrancelhas, alongamento de cílios e unhas
- Morre mulher atropelada por adolescente embriagado em Goiânia; marido continua na UTI
- Vila Jaiara completa 78 anos com história antiga, comércio crescente e expectativa de vida maior que a do brasileiro
Acreditando estar cumprindo ordens superiores, a funcionária efetuou sucessivos pagamentos de R$ 5.000 ao longo de todo o dia. O golpe só foi descoberto no final da tarde, por volta das 16h, quando ela estranhou o volume de transações e tentou ligar para o número. Após várias tentativas sem sucesso, uma breve ligação de apenas 13 segundos foi o suficiente para que ela percebesse que havia caído em uma cilada.
O caso ganha contornos ainda mais intrigantes porque o número do golpista já aparecia salvo no celular da vítima com o nome do patrão, mesmo sendo um aparelho novo. À polícia, a jovem relatou que a única pessoa que teve acesso ao seu telefone recentemente foi um ex-namorado, com quem teve um término conturbado e contra quem possui medida protetiva.
A Polícia Civil (PC) agora investiga o caso e tenta rastrear os beneficiários dos boletos pagos, que incluem empresas de serviços e até açaiteiras.
Siga o Portal 6 no Instagram: @portal6noticias e fique por dentro de tudo o que acontece em Goiás.






