Amilton Filho encerra primeiro ano à frente da CCJ com recorde de projetos analisados na Alego

Sob comando do deputado , comissões analisaram 44% mais matérias em 2025 e ampliaram protagonismo nos debates mais sensíveis do Legislativo goiano

Da Redação Da Redação -
Amilton Filho encerra primeiro ano à frente da CCJ com recorde de projetos analisados na Alego
Amilton Filho, deputado estadual. (Foto: Reprodução)

O deputado estadual Amilton Filho (MDB) encerra seu primeiro ano à frente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e da Comissão Mista da Assembleia Legislativa de Goiás com números expressivos. Em 2025, os dois colegiados analisaram 1.368 matérias, um crescimento de 44% em relação ao ano anterior.

Do total, 1.160 projetos passaram pela CCJ e outros 208 pela Comissão Mista, o que representa 418 matérias a mais na comparação com 2024. O volume reflete um ano de alta demanda e intensificação dos debates no Parlamento estadual.

À frente das comissões, Amilton avaliou o período como decisivo para seu amadurecimento político e institucional. Segundo ele, a experiência aprofundou aprendizados adquiridos quando presidiu a Câmara Municipal de Anápolis, especialmente no cuidado com o contraditório e a condução equilibrada dos debates.

A CCJ concentrou discussões que mobilizaram governo e oposição ao longo do ano, como a cobrança de taxa para dependentes do Ipasgo Saúde e a prorrogação do decreto de calamidade pública na Secretaria de Saúde de Goiânia. Também passaram pelo colegiado decretos semelhantes, sabatinas de conselheiros e a proposta que reservou 20% das vagas de concursos públicos estaduais para pessoas negras, medida que já valerá no próximo concurso da Alego.

Outro destaque foi a análise e aprovação da Proposta de Emenda Constitucional que criou o Marco Fiscal de Sustentabilidade, adequando Goiás ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados, do Governo Federal. A PEC alterou dispositivos da Constituição Estadual e já está em vigor. Ao todo, quatro emendas constitucionais foram aprovadas em 2025, contra sete no ano anterior.

Apesar do aumento no número de matérias, a quantidade de vetos analisados se manteve próxima à de 2024. A diferença esteve no resultado: cresceu o percentual de vetos derrubados pelos deputados, passando de 45% para 52%, o que reforça o peso político das comissões nas decisões finais do Legislativo.

Na CCJ, 94% dos projetos de lei receberam parecer favorável. Já na Comissão Mista, esse índice foi de 74%, com o restante das matérias sendo avocado de outros colegiados, conforme prevê o Regimento Interno da Assembleia.

Mesmo integrando a base governista, Amilton Filho destacou a manutenção de um relacionamento institucional com a oposição ao longo do ano. Segundo ele, garantir espaço para o debate técnico e político fortalece as decisões do Parlamento, sem comprometer posições claras em defesa das pautas consideradas estratégicas para Goiás.

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