Prédio desafia a engenharia ao sustentar mais de 7 mil toneladas a 200 metros de altura
Estrutura com mais de 7 mil toneladas desafia a lógica tradicional da engenharia ao concentrar o peso no topo, sem colunas contínuas

Um dos edifícios mais impressionantes do mundo chama atenção não apenas pelo visual, mas pela forma como foi construído.
Em Singapura, o complexo Marina Bay Sands se tornou referência mundial ao sustentar uma plataforma aérea de 340 metros de comprimento, localizada a cerca de 200 metros de altura, apoiada sobre três torres de até 55 andares.
O que torna a obra extraordinária é o fato de que a estrutura superior, conhecida como SkyPark, concentra mais de 7 mil toneladas no topo das torres, contrariando a lógica tradicional dos arranha-céus, onde o peso é transferido verticalmente até o solo por colunas contínuas.
No Marina Bay Sands, os engenheiros adotaram um sistema pouco comum. A plataforma não está rigidamente presa às três torres ao mesmo tempo.
Ela se apoia estruturalmente em apenas duas, enquanto a terceira permanece conectada por juntas deslizantes. Esse recurso permite que o edifício se movimente de forma controlada diante de variações térmicas, ventos fortes e até pequenos abalos sísmicos, sem comprometer a estabilidade.
Além do peso concentrado, outro desafio foi lidar com as diferenças entre as torres. Elas não são idênticas nem perfeitamente verticais, o que gera cargas assimétricas e exige soluções avançadas de concreto armado e fundações superdimensionadas.
Para garantir segurança, estacas profundas foram cravadas no subsolo costeiro, em uma área parcialmente construída sobre terreno recuperado do mar.
A plataforma aérea abriga jardins, restaurantes, mirantes e a famosa piscina de borda infinita, que também representa um desafio adicional. A água em movimento gera cargas dinâmicas, exigindo sistemas de amortecimento e redistribuição de peso para evitar sobrecarga em pontos específicos da estrutura.
A construção do SkyPark foi feita por módulos, fabricados separadamente e içados por guindastes de altíssima capacidade. Cada peça precisou ser posicionada com precisão milimétrica, já que qualquer desalinhamento poderia comprometer o encaixe final.
Sensores espalhados pelas torres e pela plataforma monitoram constantemente vibração, deslocamento e temperatura, permitindo ajustes preventivos ao longo do tempo. Na prática, o edifício funciona como um sistema vivo, acompanhado em tempo real.
Mais do que um cartão-postal turístico, o Marina Bay Sands se tornou um exemplo de como a engenharia pode desafiar limites físicos ao combinar arquitetura ousada e soluções estruturais inovadoras.
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