Adeus, juros altos: nova lei aprovada pelo governo dá dignidade para quem está devendo cartão

Regra já em vigor limita o crescimento da dívida no rotativo e impede que o valor final se transforme em uma bola de neve

Gustavo de Souza Gustavo de Souza -
nova regra para juros no cartão de crédito
Nova regra estabelece um limite que muda a forma como dívidas do cartão podem crescer no Brasil (Foto: Reprodução/ Agência Brasil)

Quem já se enrolou com cartão de crédito sabe que a dívida pode crescer de forma assustadora em pouco tempo.

Às vezes a pessoa atrasa uma fatura, paga apenas o mínimo ou entra no rotativo por alguns dias e, quando percebe, o valor cobrado já parece outra conta, muito maior do que a original.

Para tentar frear esse tipo de situação, uma nova regra passou a valer no Brasil e trouxe um limite que muda completamente o cenário.

A legislação determinou que os juros e encargos do cartão, quando a dívida entra no rotativo ou no parcelamento do saldo, não podem ultrapassar 100% do valor original da dívida. Na prática, isso significa que a cobrança total fica limitada ao dobro.

Ou seja, se alguém ficou devendo R$ 300 no cartão, o total final cobrado não poderá passar de R$ 600, mesmo que o pagamento demore.

Antes dessa mudança, era comum o consumidor ver uma dívida pequena virar um valor muito maior em poucos meses, sem conseguir acompanhar a progressão dos juros.

A medida foi criada justamente porque o rotativo do cartão de crédito sempre esteve entre as modalidades mais caras do país.

Em muitos casos, o consumidor entrava nessa linha de crédito sem perceber, porque bastava pagar parte da fatura ou atrasar o vencimento para a dívida começar a girar com juros elevados.

Mesmo com a regra, especialistas alertam que isso não significa que o cartão ficou “barato” ou que os juros foram eliminados.

O que mudou foi o teto máximo que pode ser cobrado, o que impede que o valor fique crescendo indefinidamente e destrua o orçamento de quem já está em dificuldade.

Na vida real, isso representa um alívio importante para famílias endividadas, principalmente em momentos de aperto. Com a nova trava, a pessoa consegue ter uma noção mais clara de onde a dívida pode chegar e passa a ter mais chance de negociar com o banco sem ficar presa a um valor que sobe sem controle.

Ainda assim, a orientação é não esperar a dívida crescer. Quanto mais cedo o consumidor buscar um acordo, melhores costumam ser as condições de parcelamento e menor o impacto no orçamento mensal.

Outra dica importante é acompanhar detalhadamente a fatura e conferir se os valores cobrados respeitam o limite da regra.

Se houver cobrança acima do teto, o consumidor pode procurar o Procon e registrar reclamação, além de solicitar revisão diretamente ao banco.

A nova regra virou uma proteção real e serve justamente para evitar abusos e dar mais previsibilidade para quem precisa sair do sufoco.

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Gustavo de Souza

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiário do Portal 6.

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