Estudo aponta que 6 hábitos do dia a dia estão por trás de metade dos casos de demência
Pesquisa identifica comportamentos comuns que aumentam o risco de declínio cognitivo e mostra caminhos possíveis para prevenir a doença

Um estudo recente revelou que seis hábitos presentes na rotina diária estão associados a cerca de metade dos casos de demência registrados no mundo. Os pesquisadores apontam que esses comportamentos influenciam diretamente a saúde cerebral e podem acelerar o declínio cognitivo ao longo dos anos.
Os dados reforçam que, embora fatores genéticos tenham peso, escolhas feitas no dia a dia exercem papel decisivo no desenvolvimento da doença. Segundo os autores, mudanças no estilo de vida podem reduzir de forma significativa o risco de perda de memória e outras funções mentais.
Hábitos que mais impactam a saúde do cérebro
Entre os comportamentos identificados está o sedentarismo prolongado, caracterizado pela falta de atividade física regular. A ausência de movimento compromete a circulação sanguínea e reduz o aporte de oxigênio ao cérebro, o que afeta o funcionamento cognitivo com o passar do tempo.
O consumo excessivo de álcool também aparece como fator de risco relevante. O uso frequente de bebidas alcoólicas pode causar danos às células cerebrais e intensificar processos inflamatórios, sobretudo quando associado a outros hábitos prejudiciais.
Outro ponto destacado foi a má qualidade do sono. Sono insuficiente ou irregular dificulta a consolidação da memória e prejudica a eliminação de toxinas do cérebro, favorecendo processos degenerativos.
A pesquisa ainda aponta que uma alimentação pobre em nutrientes essenciais contribui para o risco de demência. Dietas ricas em alimentos ultraprocessados, açúcar e gorduras saturadas tendem a aumentar inflamações que afetam diretamente o sistema nervoso.
Fatores sociais e comportamentais também pesam
Além dos hábitos físicos, o estudo identificou o tabagismo como um fator de impacto significativo. Fumar prejudica a circulação, acelera o envelhecimento cerebral e aumenta a vulnerabilidade a doenças neurodegenerativas.
O isolamento social completa a lista dos seis hábitos associados ao risco de demência. A falta de convivência e estímulos sociais reduz a chamada reserva cognitiva, tornando o cérebro menos resistente a processos de deterioração.
Os pesquisadores defendem que ações voltadas à prática de atividade física, melhoria do sono, alimentação equilibrada, redução do consumo de álcool, abandono do tabagismo e maior interação social podem formar uma base eficaz de prevenção.
Segundo o estudo, essas medidas não apenas reduzem o risco de demência, como também promovem melhor qualidade de vida ao longo do envelhecimento.
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