Pessoas-toupeira: a cidade que esconde 1.500 pessoas vivendo nos esgotos

Túneis subterrâneos abrigam uma população invisibilizada que vive em condições extremas, longe dos cassinos luxuosos e das luzes da cidade

Gabriel Dias Gabriel Dias -
A cidade que esconde 1.500 pessoas vivendo nos esgotos
(Imagem: Ilustração/Captura de tela/YouTube)

Enquanto milhões de turistas visitam a cidade de Las Vegas todos os anos em busca de luxo, entretenimento e cassinos milionários, uma realidade paralela se esconde sob a cidade.

Nos túneis de drenagem construídos para evitar enchentes, cerca de 1.500 pessoas vivem de forma improvisada, em um cenário que contrasta drasticamente com o glamour da superfície.

Conhecidos como “pessoas-toupeira”, esses moradores subterrâneos transformaram os canais de esgoto e galerias pluviais em abrigo permanente.

O fenômeno chama atenção pelo tamanho da população que vive nesses espaços e pelas condições extremas enfrentadas diariamente.

Os corredores de concreto, escuros e úmidos, estendem-se por quilômetros abaixo da cidade.

Em alguns pontos, os moradores improvisam divisórias, colchões, móveis encontrados no lixo e até pequenos sistemas de energia adaptados.

Viver nos esgotos, no entanto, é extremamente perigoso. Durante períodos de chuva intensa, os túneis podem encher rapidamente, colocando vidas em risco. Autoridades alertam que o nível da água pode subir em questão de minutos.

Organizações sociais atuam na região para oferecer apoio, encaminhamento para abrigos e tratamento contra dependência química — um dos fatores que contribuem para a permanência de parte dessa população nos túneis.

O contraste evidencia um problema social complexo, que envolve desigualdade, saúde mental, dependência química e políticas públicas de habitação.

 

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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