Adestradores de cães concordam: ‘Cumprimentar e acariciar o cachorro ao chegar em casa pode atrapalhar a educação do animal’
Problema não está em demonstrar carinho, mas no momento escolhido para oferecer atenção quando o animal pula, late ou fica muito agitado

Abrir a porta de casa e ser recebido por um cachorro pulando, latindo e abanando o rabo pode parecer o momento perfeito para fazer carinho.
No entanto, a maneira como o tutor reage pode ensinar involuntariamente o animal a repetir justamente os comportamentos que gostaria de evitar.
Isso acontece porque atenção, carinho, brincadeiras e até algumas tentativas de afastar o cachorro podem funcionar como recompensa. Se o animal percebe que pular é uma maneira eficiente de conseguir contato, tende a repetir a estratégia.
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A orientação, portanto, não é deixar de cumprimentar o cão. O ideal é evitar transformar o pico de agitação em uma situação recompensadora.
Espere a calma antes do carinho
Ao chegar em casa, o tutor pode manter uma postura tranquila e esperar que o cachorro permaneça com as quatro patas no chão antes de oferecer atenção.
Outra possibilidade é pedir um comportamento que o animal já conheça, como sentar, e recompensá-lo assim que executar a ação. A técnica ajuda o cão a perceber qual comportamento produz o resultado desejado.
A VCA Animal Hospitals destaca justamente que, para reduzir os pulos durante cumprimentos, é importante retirar a recompensa associada ao comportamento indesejado e valorizar alternativas mais tranquilas.
Até bronca pode virar atenção
Um detalhe costuma surpreender tutores: empurrar o cachorro, segurar as patas ou falar repetidamente para ele descer pode não produzir o efeito esperado.
Para alguns animais, qualquer interação já representa atenção. Assim, mesmo uma reação que o tutor considera negativa pode contribuir para manter o comportamento.
O caminho recomendado é ensinar uma alternativa, como permanecer sentado ou manter as quatro patas no chão, e reforçá-la de maneira consistente.
Todos em casa precisam seguir a regra
A consistência também faz diferença. Se uma pessoa ignora os pulos, mas outra oferece carinho sempre que o cachorro salta sobre ela, o aprendizado fica mais difícil. O American Kennel Club ressalta que recompensar ocasionalmente os pulos já pode ser suficiente para manter o comportamento.
Isso não significa tornar o reencontro frio ou eliminar demonstrações de afeto. O carinho continua fazendo parte da relação. A mudança consiste apenas em oferecê-lo quando o cão apresentar uma resposta mais tranquila.
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