Carrinhos de supermercado: prática pode ser proibida no Brasil, e quem continuar utilizando indevidamente será multado

Mudança em análise pode alterar hábitos comuns nas ruas e reacende debate sobre uso do espaço público

Gustavo de Souza -
supermercado
(Imagem: Ilustração/Marjan Blan/Unsplash)

O uso de carrinhos de supermercado fora dos estabelecimentos comerciais entrou na mira do poder público desta cidade. Um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal de Santos propõe restringir a circulação desses equipamentos em vias públicas e prevê aplicação de multas em caso de uso indevido.

A proposta surge após uma série de reclamações de moradores sobre carrinhos abandonados em calçadas e ruas, impactando diretamente a mobilidade urbana e a segurança de pedestres. A iniciativa ainda está em fase inicial de discussão.

Com autoria de Sérgio Santana (PL-SP), o texto não proíbe totalmente o uso fora dos supermercados. A proposta permite a utilização temporária para transporte de compras até veículos ou residências próximas.

No entanto, haverá restrições: o uso não poderá obstruir calçadas ou vias e pode depender de autorização do estabelecimento. A medida busca evitar o abandono dos carrinhos em espaços públicos.

A iniciativa foi motivada por demandas recorrentes da população. Moradores relatam que carrinhos deixados nas ruas dificultam a circulação, ocupam vagas e aumentam o risco de acidentes.

Além dos transtornos, o acúmulo desses equipamentos também compromete a organização urbana, tema que tem ganhado atenção das autoridades locais.

Multas e fiscalização em debate

O projeto prevê penalidades para quem descumprir as regras, mas os valores das multas e a forma de fiscalização ainda não foram definidos.

Esse detalhamento é considerado essencial para garantir a eficácia da medida, evitando falhas na aplicação e no cumprimento das normas.

A proposta segue em tramitação e ainda passará por novas análises antes de ser votada. A expectativa é de ajustes para equilibrar as demandas de consumidores, comerciantes e da gestão urbana.

Se aprovado, o modelo poderá servir de referência para outras cidades brasileiras com problemas semelhantes.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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