A partir de maio, biometria passa a ser obrigatória para quem recebe auxílio-doença, pensão por morte ou Bolsa Família
Nova exigência muda o acesso a benefícios e reforça controle contra fraudes

Esse movimento acompanha uma tendência global de modernização, que utiliza tecnologia para reduzir fraudes e tornar os sistemas mais eficientes.
Nesse contexto, o Governo Federal e o INSS implementam uma mudança significativa: a partir de maio de 2026, a biometria passa a ser obrigatória para a concessão de diversos benefícios sociais e previdenciários, impactando diretamente novos solicitantes em todo o país.
O que muda na prática para novos beneficiários
A nova regra entra em vigor no dia 1º de maio de 2026 e altera diretamente o processo de solicitação de benefícios. A partir dessa data, o cidadão precisa ter biometria registrada para dar entrada em pedidos como auxílio-doença, pensão por morte, salário-maternidade e Bolsa Família.
Além disso, o governo integra diferentes bases de dados. Ou seja, se a pessoa já possui biometria cadastrada no título de eleitor, na CNH ou na nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), o sistema reconhece automaticamente essas informações. Dessa forma, o processo se torna mais rápido e sem burocracia adicional.
Por outro lado, quem ainda não possui nenhum registro biométrico precisa agir. Nesse caso, será obrigatório emitir a CIN para conseguir concluir o pedido do benefício. Portanto, antecipar essa regularização evita atrasos e possíveis negativas.
Quem já recebe benefício precisa se preocupar?
Para quem já recebe benefícios, a mudança acontece de forma mais gradual. Inicialmente, não haverá bloqueio automático em maio, o que traz um certo alívio para aposentados, pensionistas e beneficiários do Bolsa Família.
No entanto, isso não significa que a exigência pode ser ignorada. A biometria será solicitada no momento de revisões, atualizações cadastrais ou renovações.
Além disso, o INSS e o Ministério do Desenvolvimento Social vão notificar cada segurado antes de qualquer suspensão.
Com isso, o governo evita impactos imediatos, mas reforça que todos deverão se adequar ao novo modelo ao longo do tempo.
Cronograma oficial da obrigatoriedade
O processo segue um calendário progressivo, o que permite adaptação gradual:
Desde novembro de 2025: início da exigência para novos pedidos, aceitando biometria de diferentes documentos;
- 1º de maio de 2026: fim do prazo de tolerância para quem não possui biometria;
- 1º de janeiro de 2027: exigência passa a valer também para renovações de benefícios existentes;
- 1º de janeiro de 2028: a CIN se torna o único documento válido para identificação.
Esse cronograma deixa claro que a mudança é definitiva e tende a padronizar o sistema em todo o país.
Exceções e grupos com regras diferenciadas
Apesar da obrigatoriedade, o governo reconhece que nem todos conseguem cumprir essa exigência com facilidade. Por isso, alguns grupos possuem tratamento especial.
Entre eles estão pessoas com mais de 80 anos, indivíduos com dificuldade de locomoção comprovada por laudo médico e moradores de regiões remotas, como comunidades ribeirinhas. Além disso, refugiados e apátridas também entram nas exceções.
Nesses casos, o atendimento pode ocorrer de forma adaptada, garantindo o acesso ao benefício sem comprometer a dignidade do cidadão.
O que fazer agora para não ter problemas
Diante das mudanças, a recomendação é clara: quem pretende solicitar algum benefício deve se antecipar. Procurar um posto de identificação e emitir a Carteira de Identidade Nacional pode evitar atrasos no processo.
Além disso, manter o cadastro atualizado no Cad Único e acompanhar notificações oficiais se torna ainda mais importante. Dessa forma, o cidadão garante acesso contínuo aos seus direitos sem interrupções inesperadas.
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