Espécie rara de onça-pintada volta a ser registrada depois de duas décadas

Registro de onça-pintada em região de alta altitude em Honduras não ocorria há uma década e reforça ações de conservação

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Espécie rara de onça-pintada volta a ser registrada depois de duas décadas
(Imagem: Captura/YouTube/ Instituto Estadual do Ambiente – Inea)

Uma onça-pintada voltou a ser registrada após cerca de dez anos em uma região de alta altitude em Honduras, fato considerado raro por pesquisadores.

O animal foi captado por uma armadilha fotográfica instalada na Sierra del Merendón, área de floresta nublada localizada a aproximadamente 2.200 metros acima do nível do mar.

O registro ocorreu no dia 6 de fevereiro e mostrou um macho aparentemente saudável. A região não abriga uma população fixa da espécie, o que torna o avistamento ainda mais relevante para estudos ambientais.

Espécie rara em áreas de altitude

A onça-pintada (Panthera onca) costuma viver em altitudes inferiores a mil metros. Por isso, registros em áreas mais elevadas são incomuns e recebem atenção especial de pesquisadores. Na Sierra del Merendón, esse tipo de ocorrência já havia sido registrado apenas três vezes anteriormente.

Devido à presença constante de neblina na região, os animais avistados nesse ambiente passaram a ser chamados de “onça-pintada-das-nuvens”. Apesar do nome, não se trata de uma nova espécie, mas da mesma onça-pintada encontrada em diferentes regiões das Américas.

Monitoramento e conservação

O novo registro foi comemorado por especialistas e reforça a importância de iniciativas de conservação. Após registros anteriores, organizações ambientais criaram um corredor ecológico protegido entre Honduras e Guatemala, com o objetivo de garantir a circulação segura da espécie.

As ações incluem monitoramento com tecnologia, reintrodução de presas naturais e combate à caça ilegal. Essas medidas fazem parte de esforços mais amplos de preservação da onça-pintada, que já perdeu quase metade de sua área de distribuição histórica nas Américas.

Além disso, projetos internacionais buscam conectar habitats desde o México até a Argentina, ampliando as chances de sobrevivência da espécie. Em Honduras, o desafio é ainda maior devido às altas taxas de desmatamento registradas nas últimas décadas.

Mesmo assim, o novo registro indica que as estratégias de conservação podem estar trazendo resultados positivos para a manutenção da biodiversidade na região.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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