Advogado explica: 3 coisas que você nunca pode fazer ao terminar uma relação com narcisista

Especialista alerta que apagar provas, fazer ameaças e escolher defesa sem critério pode prejudicar quem termina relação com narcisista

Gustavo de Souza Gustavo de Souza -
Advogada explica: marido ou mulher que sair de casa por 2 anos pode perder a parte no imóvel?
(Foto: Freepik)

Sair de um relacionamento marcado por manipulação, controle emocional e conflitos pode exigir mais do que distância. Em muitos casos, as primeiras atitudes após o término influenciam diretamente discussões sobre pensão, guarda dos filhos, partilha de bens e medidas protetivas.

Por isso, advogados que atuam em Direito de Família alertam para três erros comuns. O primeiro é apagar mensagens, fotos, prints e comprovantes. Conversas sobre renda, registros de viagens, imagens de bens e documentos do casal podem servir como prova em eventual processo.

O Código de Processo Civil permite o uso de diferentes meios legais para comprovar fatos. Em casos envolvendo mensagens e conteúdos digitais, a ata notarial, feita em cartório, também pode ajudar a registrar oficialmente aquilo que foi visto em aplicativos, redes sociais ou sites.

A segunda armadilha é fazer ameaças no calor da emoção. Frases como “vou processar você” ou “vou tirar seus filhos” podem aumentar o conflito e ainda ser usadas contra a própria vítima.

Quando há violência psicológica, patrimonial ou ameaça, a orientação é buscar ajuda formal. A Lei Maria da Penha prevê medidas protetivas de urgência, como afastamento do agressor, proibição de contato e distância mínima da vítima.

O terceiro erro é escolher advogado apenas por amizade ou preço baixo. Separações com disputa de bens, guarda, pensão ou histórico de abuso exigem estratégia, organização de provas e atuação técnica desde o início.

Especialistas também reforçam que “narcisista” é um termo comum nas redes sociais, mas não deve ser usado como diagnóstico informal. No campo jurídico, o mais importante é demonstrar condutas concretas, como manipulação, ameaças, ocultação de patrimônio, humilhações e uso dos filhos como instrumento de controle.

Nesses casos, preservar provas, evitar confrontos e procurar orientação qualificada pode fazer diferença. Mais do que reagir por impulso, a recomendação é agir com segurança, método e respaldo legal.

Veja o que diz sobre essa situação o advogado Leonardo Marcondes Madureira:

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por Leonardo Marcondes Madureira | Pensão, Guarda e Divórcio (@marcondesmadureiradv)

Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!

Gustavo de Souza

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos grupos do Portal 6 para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.

+ Notícias