Cobrança do IPVA pode passar a feita a partir do peso do carro

Proposta em debate pode alterar a forma como motoristas pagam um dos impostos mais conhecidos do país, mas ainda não muda as regras atuais

Layne Brito -
Cobrança do IPVA
Isenção do IPVA para alguns veículos com mais de 10 anos (Foto: Divulgação/Governo de Goiás)

Todo início de ano, milhares de motoristas se deparam com uma despesa que já faz parte do calendário de quem tem veículo no Brasil. O valor costuma variar conforme o modelo, o ano, o estado e, principalmente, o preço de mercado do automóvel.

No entanto, uma proposta em discussão na Câmara dos Deputados pode alterar a lógica usada atualmente para calcular o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

A ideia chama atenção porque troca um dos principais critérios adotados hoje por outro fator: o peso do carro.

Atualmente, o IPVA costuma ser calculado com base no valor venal do veículo, geralmente usado a partir de referências como a Tabela Fipe.

Com isso, carros mais caros tendem a gerar impostos mais altos, independentemente do porte ou do impacto que causam nas vias.

Pela proposta em debate, o cálculo passaria a considerar o peso de fábrica do automóvel.

A justificativa é que veículos mais pesados provocariam maior desgaste na malha viária e, por isso, esse fator teria relação mais direta com o uso da infraestrutura pública.

O texto também prevê a criação de um limite nacional para a cobrança. Caso avance, o imposto não poderia ultrapassar 1% do valor de venda do veículo.

A medida ainda inclui a possibilidade de descontos para modelos menos poluentes, como forma de incentivar escolhas com menor impacto ambiental.

Apesar da repercussão, a mudança ainda não está valendo. A proposta precisa passar por diferentes etapas dentro do Congresso antes de virar regra.

Por se tratar de uma alteração constitucional, o caminho é mais longo e exige aprovação em comissões e no plenário da Câmara.

Na prática, isso significa que os motoristas devem continuar seguindo as regras atuais de cobrança do IPVA enquanto o texto não for aprovado definitivamente.

Caso avance, a medida pode mudar a forma como o imposto é calculado no país e abrir uma nova discussão sobre o que deve pesar mais na cobrança: o valor de mercado do veículo ou o impacto que ele gera nas ruas e rodovias.

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Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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