Entenda por que cientistas usaram camisinhas em colônias de cigarras na Amazônia
Pesquisadores brasileiros recorreram a preservativos para desvendar mistério envolvendo torres de barro construídas por cigarras na floresta amazônica

Pesquisadores brasileiros chamaram atenção ao usar preservativos em um experimento científico realizado na Amazônia. Apesar da escolha inusitada, o objetivo ajudou a solucionar um mistério que intrigava cientistas há anos.
O estudo investigou estruturas de barro construídas por ninfas de cigarras amazônicas, conhecidas como “cigarras-arquitetas”. As torres aparecem próximas às raízes das árvores e podem atingir quase 50 centímetros de altura.
Para que servem as torres de barro
Segundo pesquisadores do Instituto Serrapilheira, as construções funcionam como uma espécie de proteção natural contra alagamentos no solo da floresta.
Além disso, os cientistas descobriram que as torres ajudam as ninfas a respirar durante períodos de chuva intensa.
O estudo foi publicado na revista científica Biotropica e analisou estruturas criadas pela espécie Guyalna chlorogena.
Por que os cientistas usaram preservativos
Durante o experimento, os pesquisadores cobriram cerca de 40 torres utilizando preservativos masculinos.
A ideia era impedir a entrada de água da chuva nas estruturas sem bloquear totalmente a circulação de ar.
Dessa forma, os cientistas conseguiram observar como as ninfas reagiam às mudanças no ambiente e comprovaram a função protetora das torres.
Experimento revelou comportamento raro
Os resultados mostraram que as estruturas ajudam os insetos a sobreviver em áreas extremamente úmidas da Amazônia.
Além disso, o estudo revelou um comportamento considerado raro entre cigarras, já que poucas espécies constroem estruturas tão complexas.
Segundo os pesquisadores, as torres também podem ajudar no controle da temperatura e da umidade ao redor das ninfas.
Pesquisa chamou atenção nas redes
O uso de preservativos no estudo rapidamente viralizou nas redes sociais e despertou curiosidade do público.
No entanto, cientistas explicam que itens pouco convencionais costumam aparecer em pesquisas de campo justamente por serem baratos, resistentes e fáceis de transportar.
Além disso, o material permitiu realizar o experimento sem danificar as estruturas naturais construídas pelos insetos.
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