Fábrica de calçados fecha as portas e deixa funcionários sem salário e acerto
Famílias enfrentam incertezas após o anúncio repentino sobre o encerramento das atividades fabris

A tradicional fabricante argentina Gomas Gaspar encerrou definitivamente suas atividades no início de maio de 2026, em Córdoba. Localizada no bairro San Vicente, a empresa deixou cerca de 40 colaboradores em situação de extrema vulnerabilidade financeira e social.
Segundo publicação do Correio 24 Horas, os trabalhadores não receberam salários atrasados, o 13º salário nem as verbas rescisórias. Esta paralisação repentina encerra uma trajetória de mais de três décadas na produção de componentes essenciais, como solados de borracha.
Agravamento da crise e abandono
Os sinais de insolvência financeira surgiram ainda em dezembro de 2025, quando a administração falhou no pagamento do abono natalino. O delegado sindical Arturo Pitkard relatou à imprensa local que a companhia concedeu férias coletivas sem quitar as obrigações pendentes anteriormente.
Ao retornarem do descanso, os funcionários foram surpreendidos com telegramas de demissão imediata citando motivos de força maior totalmente imprevisíveis.
O setor calçadista argentino enfrenta uma recessão profunda que dificulta a manutenção de operações industriais de médio porte.
Impacto social e impasse jurídico
O fechamento da planta gerou protestos intensos nos portões da fábrica, onde operários com vinte anos de casa buscam respostas.
O Sindicato dos Trabalhadores da Borracha tenta mediação judicial para garantir o pagamento das indenizações devidas por lei aos demitidos.
Entretanto, os proprietários da firma permanecem em silêncio, enquanto o estoque de calçados e máquinas permanece retido dentro da unidade.
A Justiça argentina deve avaliar agora o pedido de falência ou a recuperação judicial para tentar liquidar os débitos trabalhistas.
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