A carne melhor que a picanha é que custa metade do preço, segundo açougueiros

Corte pouco valorizado no açougue pode surpreender no sabor, na maciez e no custo-benefício quando preparado do jeito certo

Layne Brito -
carne melhor que a picanha
(Foto: Reprodução/Captura de tela/Youtube)

Em tempos de carne cara, muita gente chega ao açougue procurando picanha e sai assustada com o preço. O corte, que virou símbolo do churrasco brasileiro, segue entre os mais desejados, mas nem sempre cabe no orçamento.

Por isso, açougueiros costumam apontar alternativas mais econômicas e igualmente saborosas para quem sabe preparar.

Entre elas, uma vem chamando atenção pelo custo-benefício: o peito bovino.

Embora seja menos valorizado que cortes nobres, o peito pode ficar extremamente macio, suculento e cheio de sabor.

O segredo está no preparo correto, já que se trata de uma carne com fibras mais firmes e boa quantidade de colágeno.

Localizado na parte dianteira do boi, o peito é uma carne bastante usada em preparos longos.

Por exigir mais tempo de cozimento, muita gente acaba deixando o corte de lado na hora da compra.

No entanto, é justamente essa característica que faz o peito ganhar destaque.

Quando preparado lentamente, o colágeno se transforma em gelatina natural, deixando a carne mais úmida, macia e saborosa.

Por isso, o corte é muito utilizado em receitas como carne de panela, assados, churrasco de longa duração e até no famoso brisket, preparo tradicional nos Estados Unidos.

Outro ponto que pesa a favor do peito é o valor. Em muitos açougues, ele pode custar bem menos que a picanha, chegando a sair por quase metade do preço, dependendo da região e da época.

Essa diferença faz com que o corte seja uma boa opção para quem quer servir uma carne saborosa sem gastar tanto.

Para famílias grandes ou churrascos com muitos convidados, a economia pode ser significativa.

Além disso, o peito rende bem e combina com temperos simples.

Sal, alho, pimenta-do-reino, cebola, ervas e um cozimento mais demorado já são suficientes para valorizar o corte.

Para evitar que a carne fique dura, o ideal é apostar em fogo baixo e tempo maior de preparo.

Na panela de pressão, o peito pode ficar pronto mais rápido, mantendo a suculência.

No forno, a dica é assar coberto por papel-alumínio por algumas horas, deixando a carne cozinhar no próprio caldo.

Já na churrasqueira, o preparo exige paciência, com calor indireto e cocção lenta.

O resultado pode surpreender até quem só costuma apostar em cortes mais famosos.

Bem feito, o peito bovino entrega sabor intenso, textura macia e um custo-benefício difícil de ignorar.

Por isso, segundo açougueiros, vale olhar com mais atenção para esse corte antes de escolher a picanha automaticamente.

No fim das contas, a melhor carne nem sempre é a mais cara da vitrine.

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Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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