Hospital decide colocar funcionários em quarentena após contato com o hantavírus

Medida preventiva ocorreu após falha em protocolo hospitalar ligado a paciente infectado em navio de cruzeiro

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Hospital decide colocar funcionários em quarentena após contato com o hantavírus
(Foto: Agência Brasil)

Um novo alerta envolvendo hantavírus levou profissionais de saúde a serem colocados em quarentena preventiva após contato com material biológico de um paciente infectado.

O caso reacendeu a atenção internacional sobre um surto ligado a um navio de cruzeiro.

A medida não representa uma quarentena nacional nem indica risco generalizado para a população.

Segundo autoridades sanitárias europeias, o monitoramento ocorre por precaução, já que a variante identificada exige protocolos rigorosos em situações de possível exposição.

O episódio aconteceu na Holanda, no Hospital Radboudumc, localizado em Nijmegen.

Ao todo, 12 funcionários foram colocados em quarentena por seis semanas após o manuseio de sangue e urina de um paciente contaminado sem a aplicação completa dos procedimentos mais rígidos de biossegurança.

O paciente havia estado no navio MV Hondius, embarcação de bandeira holandesa associada a casos da variante Andes do hantavírus.

De acordo com o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças, até 14 de maio foram registrados 11 casos ligados ao cruzeiro, sendo oito confirmados, além de três mortes.

Apesar da gravidade da doença, as autoridades afirmam que o risco para a população geral da Europa permanece muito baixo.

O hantavírus costuma ser transmitido principalmente pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados.

No caso da variante Andes, há relatos raros de transmissão entre pessoas, geralmente em situações de contato próximo e prolongado.

Por isso, passageiros e tripulantes ligados ao cruzeiro seguem sob orientação de isolamento e acompanhamento médico.

Na Holanda, pessoas que estavam a bordo devem cumprir quarentena de 42 dias, com monitoramento diário das autoridades locais de saúde.

No Brasil, o Ministério da Saúde informou que o surto no navio não representa risco direto ao país.

A pasta também destacou que não há registro de circulação do genótipo Andes em território brasileiro e que os casos nacionais de hantavirose não apresentam transmissão entre pessoas.

A hantavirose, porém, já existe no Brasil e é considerada uma doença de notificação compulsória. Em 2026, até o momento, foram confirmados sete casos e um óbito, sem relação com o episódio internacional.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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