Com confirmação de aumento, novo valor do salário mínimo chega a R$ 1.874 neste estado

Piso regional avança nos tribunais e pode ampliar renda de categorias sem piso próprio após sanção do governo estadual

Gustavo de Souza -
Fim da escala 6x1 vai diminuir salário? Veja o que diz o projeto e os possíveis impactos no bolso do trabalhador.
(Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo)

O valor do salário mínimo pode fazer diferença direta no orçamento de milhares de famílias. Em São Paulo, esse número está prestes a subir e chegar a R$ 1.874,36, após aprovação da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

O reajuste faz parte do Projeto de Lei nº 386/2026, enviado pelo Governo de São Paulo. O texto já recebeu aval dos deputados estaduais, mas ainda depende da sanção do governador Tarcísio de Freitas para começar a valer oficialmente.

Com o novo valor, o Salário Mínimo Paulista ficará acima do piso nacional, fixado em R$ 1.621 para 2026. A diferença chega a R$ 253,36, reforçando o peso do piso regional para categorias que não possuem remuneração mínima própria.

Segundo o Governo de São Paulo, a proposta beneficia mais de 70 categorias profissionais previstas em lei. Entram nesse grupo trabalhadores da iniciativa privada que não têm piso definido por lei federal, convenção coletiva ou acordo firmado por sindicato.

Entre os profissionais contemplados estão trabalhadores domésticos, cuidadores de idosos e de pessoas com deficiência, motoboys, serventes, pescadores e outras ocupações sem salário base específico.

O reajuste representa aumento de R$ 70,36 em relação ao piso paulista anterior, de R$ 1.804. A atualização acompanha a variação de 3,9% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador usado para medir o impacto da inflação sobre famílias de menor renda.

A votação também incluiu uma medida voltada ao funcionalismo estadual. O Projeto de Lei nº 385/2026 prevê um abono complementar para servidores que recebam abaixo dos novos valores mínimos definidos pelo estado.

Pela proposta, o complemento deve garantir R$ 1.874,36 para jornada completa, R$ 1.405,77 para jornada comum e R$ 937,18 para jornada parcial. A medida alcança servidores de Secretarias de Estado, da Procuradoria Geral, da Controladoria Geral e de autarquias.

A estimativa oficial é de que mais de 89,8 mil pessoas sejam beneficiadas, incluindo ativos, inativos e pensionistas com direito à paridade. Agora, a mudança aguarda sanção para ter efeito prático nos pagamentos.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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