Carrefour, Atacadão e Sam’s Club adotam estratégia certeira para atrair mais clientes

Movimento mostra como grandes redes buscam transformar a ida às compras em uma experiência mais prática, completa e rentável

Gustavo de Souza -
Carrefour, Atacadão e Sam’s Club adotam estratégia certeira para atrair mais clientes
(Foto: Divulgação)

Grandes nomes do comércio, Carrefour, Atacadão e Sam’s Club vêm reforçando uma aposta que vai além das gôndolas. A estratégia envolve transformar áreas anexas às lojas em espaços capazes de reunir serviços, conveniência e novas possibilidades de consumo.

No Grupo Carrefour Brasil, esse movimento é conduzido pelo Carrefour Property, braço imobiliário da companhia. Segundo dados institucionais, a operação reúne mais de 250 galerias comerciais em 20 estados e mais de 130 municípios, com mais de 3.200 lojistas e mais de 400 mil m² de área bruta locável.

Esses espaços funcionam como extensões das lojas âncoras. O consumidor que vai ao local pode encontrar farmácias, alimentação, academias, serviços do dia a dia, conveniência e outras operações pensadas para complementar a rotina de compras.

Nessa lógica, quanto mais soluções o cliente encontra em um mesmo endereço, maior tende a ser a frequência de visitas. Também aumenta a chance de permanência no espaço e de novas compras nas unidades principais.

“Contamos com grandes âncoras como Carrefour, Atacadão e Sam’s Club, além de integrarmos drogarias, postos de combustível e as galerias comerciais, que criam espaços completos, convenientes e cada vez mais relevantes para os nossos clientes”, afirma Fernanda Ferrari, diretora de Gestão Imobiliária do Carrefour Property, em material enviado à imprensa.

O avanço ocorre em um setor de grande peso econômico. Conforme o Ranking ABRAS 2026, o varejo supermercadista faturou R$ 1,145 trilhão em 2025, o equivalente a 9,02% do PIB, e recebe cerca de 30 milhões de consumidores por dia no Brasil.

Diante desse cenário, as galerias deixaram de ser apenas apoio para emergências rápidas. Elas passaram a fazer parte da disputa por tempo, atenção e recorrência do consumidor.

Segundo Fernanda, a curadoria do mix considera o perfil de cada região, a bandeira da loja e o comportamento local. Assim, a estratégia busca criar espaços mais úteis para o público e, ao mesmo tempo, mais relevantes para o negócio.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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