Lutador que espancou adolescente em Goiânia terá de usar tornozeleira eletrônica

Apesar do pedido de prisão preventiva pelo Ministério Público, Justiça concedeu liberdade provisória

Pedro Pedro Ribeiro -
Lutador que espancou adolescente em Goiânia terá de usar tornozeleira eletrônica
Em depoimento, suspeito alegou que o adolescente vinha ameaçando seus filhos havia cerca de dois meses. (Foto: Reprodução)

Rafael Gomes Pereira, de 43 anos, preso após agredir um adolescente de 17 anos durante uma partida de futebol em Goiânia, foi colocado em liberdade provisória pela Justiça no último sábado (30), mas terá de usar tornozeleira eletrônica pelos próximos 90 dias.

A decisão foi tomada durante audiência de custódia, que também determinou que ele mantenha distância da vítima enquanto o caso segue sendo investigado.

Durante o depoimento, Rafael alegou que acreditou que o adolescente estivesse armado no momento da confusão e afirmou ter agido para proteger os filhos, que, segundo sua versão, vinham sendo ameaçados pelo jovem há cerca de dois meses.

Ao justificar a conduta, ele relatou que correu até a quadra após perceber uma nova discussão envolvendo os filhos e afirmou que o adolescente teria simulado estar armado.

Segundo Rafael, o jovem chegou a desferir um soco em seu rosto e, em seguida, teria voltado a ameaçar os filhos dele.

“Eu imaginei que ele estava armado ali. A única coisa que eu fiz foi imobilizar ele”, declarou durante a audiência.

O caso aconteceu na noite de sexta-feira (29), na Praça das Artes, no Jardim Goiás, e ganhou repercussão após vídeos mostrarem o momento em que Rafael aplica um golpe conhecido como mata-leão no adolescente.

As imagens mostram o jovem imóvel no chão enquanto outros adolescentes demonstram desespero e tentam intervir na situação.

A família da vítima, entretanto, apresenta uma versão diferente. A mãe do adolescente afirma que o filho foi agredido com socos, perdeu a consciência e continuou sendo enforcado mesmo após desmaiar.

Segundo ela, moradores que ouviram os gritos desceram dos prédios próximos e ajudaram a interromper as agressões.

Apesar do pedido do Ministério Público para converter a prisão em preventiva, a Justiça entendeu que as medidas cautelares, incluindo o monitoramento eletrônico, seriam suficientes neste momento.

Rafael responderá ao processo em liberdade, enquanto a Polícia Civil (PC) continua investigando as circunstâncias do caso.

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Pedro

Pedro Ribeiro

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Colabora com o Portal 6 desde 2022, atuando principalmente nas editorias de Comportamento, Utilidade Pública e temas que dialogam diretamente com o cotidiano da população.

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