Apostando no básico bem feito, fábrica consegue faturar 2 milhões de dólares por ano

Em uma esquina do Brooklyn, máquinas antigas e mãos experientes mostram como a tradição numa fábrica ainda pode sustentar bons negócios

Gustavo de Souza -
Apostando no básico bem feito, fábrica consegue faturar 2 milhões de dólares por ano
(Foto: Reprodução)

Em um setor marcado por linhas automatizadas, grandes marcas e produção em escala, uma pequena loja-fábrica do Brooklyn, em Nova York, chama atenção por seguir outro caminho. A Queen Ann Ravioli & Macaroni mostra que, quando o básico é feito com rigor, tradição também pode alcançar cifras milionárias.

Aberta em 1972, em Bensonhurst, área conhecida pela forte presença italiana, a empresa familiar preserva uma rotina que parece contrariar a pressa da indústria. Ali, máquinas antigas, funcionários experientes e receitas consolidadas seguem no centro da operação.

Segundo o Business Insider, o negócio faturou pouco menos de US$ 2 milhões em 2025. O número não veio de uma aposta em robôs ou em tecnologia de ponta, mas de um modelo sustentado por produção diária, varejo e fornecimento comercial.

A fábrica é gerenciada por George Joseph Switzer III, que assumiu a operação no fim dos anos 1980. Um dos símbolos do negócio é uma prensa de massa fabricada em Manhattan em 1909, ainda usada todos os dias. Segundo Switzer, ela pode ser a única do tipo em funcionamento regular no país.

Manter esse tipo de estrutura exige atenção constante. O gerente acompanha o som das engrenagens, guarda peças de reposição e faz reparos para impedir que a produção pare. Em vez de acelerar tudo, a empresa aposta em controle, repetição e cuidado.

A produção também impressiona pelo volume. A Queen Ann chega a preparar entre 1,5 a 2 mil caixas de ravióli por dia, além de trabalhar com dezenas de variedades de massas e recheios.

O ravióli redondo, com massa fina e recheio generoso, é o principal produto. Embora mantenha atendimento direto ao público, a maior parte da demanda vem do atacado.

Em um mercado pressionado por custos de mão de obra, energia, seguro e concorrência industrial, a trajetória da Queen Ann ajuda a explicar por que algumas empresas pequenas ainda resistem.

Confira no vídeo abaixo, compartilhado pelo perfil oficial da empresa no Instagram, o processo de fabricação manual:

 

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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