Supermercados fechados aos domingos: o experimento que começou em um estado e pode chegar a outras regiões do Brasil
Mais de 1.500 lojas deixaram de funcionar aos domingos em cidades do Espírito Santo após varejistas identificarem baixo movimento e dificuldade para contratar funcionários

Durante décadas, abrir aos domingos foi considerado quase uma obrigação para supermercados e atacarejos.
A lógica parecia simples: quanto mais tempo a loja permanecesse aberta, maiores seriam as oportunidades de venda. No entanto, uma experiência iniciada no Espírito Santo começou a desafiar essa ideia e vem chamando a atenção do setor varejista em todo o país.
Desde 1º de março de 2026, mais de 1.500 supermercados e estabelecimentos comerciais distribuídos por 78 municípios capixabas deixaram de funcionar aos domingos.
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A medida surgiu após negociações entre representantes do comércio e trabalhadores do setor.
Por que os supermercados fecharam aos domingos?
Ao contrário do que muitos imaginam, a decisão não teve relação com crises financeiras ou queda brusca de consumo.
Segundo representantes do setor, dois fatores pesaram na mudança: o baixo movimento registrado aos domingos e a crescente dificuldade para contratar funcionários dispostos a trabalhar nesse dia.
Além disso, muitas empresas relataram aumento nos custos operacionais para manter as lojas abertas durante períodos de menor fluxo de consumidores.
Por isso, empresários passaram a defender a concentração das vendas nos demais dias da semana.
Mudança afeta mais de 1.500 estabelecimentos
A medida alcançou supermercados, atacarejos e diversos estabelecimentos ligados ao comércio varejista.
Com isso, milhares de trabalhadores passaram a ter o domingo livre de forma fixa, algo que sindicatos vinham reivindicando há anos.
Os defensores da mudança argumentam que a folga dominical melhora a qualidade de vida dos funcionários e fortalece o convívio familiar.
Além disso, eles afirmam que o fechamento não provocou impactos significativos no faturamento de muitas empresas.
Experiência desperta interesse em outras regiões
O caso do Espírito Santo começou a ser acompanhado por empresários e entidades comerciais de outros estados.
Isso acontece porque o varejo brasileiro enfrenta desafios cada vez maiores para contratar e manter trabalhadores, especialmente em funções que exigem atuação nos fins de semana.
Além disso, muitas empresas passaram a analisar se realmente vale a pena manter operações abertas em horários e dias com baixa movimentação.
Por esse motivo, especialistas acreditam que outras regiões poderão discutir medidas semelhantes nos próximos anos.
Consumidores dividem opiniões
A mudança, no entanto, não agrada a todos.
Parte dos consumidores considera o domingo um dos melhores dias para fazer compras com mais tranquilidade e sem a correria da rotina semanal.
Por outro lado, muitas pessoas apoiam a iniciativa por entenderem que ela oferece melhores condições de trabalho aos funcionários do setor.
Enquanto o debate continua, o experimento capixaba se transformou em um dos assuntos mais comentados do varejo nacional.
Afinal, pela primeira vez em muitos anos, uma parcela significativa dos supermercados decidiu abrir mão de um dia tradicional de funcionamento para priorizar questões operacionais e de gestão de pessoas.
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