Márcio Corrêa confirma investigação após descoberta de fraudes no programa “Meu Lote, Minha História”

Prefeitura fará uma análise para verificar quais inscritos de fato atendem aos critérios sociais

Ícaro Gonçalves -
Meu Lote, Minha História
Prefeito afirmou que casos de fraudes serão encaminhados ao Ministério Público (Fotos: Reprodução e Matheus Araújo/Portal 6)

A Prefeitura de Anápolis identificou fraudes e irregularidades na seleção de beneficiários do programa habitacional “Meu Lote, Minha História”. A informação foi divulgada pelo prefeito Márcio Corrêa (PL) nesta terça-feira (09), durante o evento Goiás Social em Ação.

Segundo o prefeito, a administração municipal fará uma análise detalhada dos cadastros. O trabalho inclui uma auditoria para verificar quais inscritos de fato atendiam aos critérios sociais previstos originalmente.

Ainda segundo Márcio Corrêa, a análise deve considerar fatores como situação de vulnerabilidade social e enquadramento no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

“Nós estamos tratando essa demanda da população, mas identificamos muitas falhas na seleção dos beneficiários. Então nós estamos fazendo uma auditoria em todos os casos. Aqueles que foram fraudados, que não tem perfil para o ‘Meu Lote, Minha História”, serão tratados junto com o Ministério Público”, afirmou o prefeito.

Programa segue sem definição desde 2022

A declaração do prefeito Márcio Corrêa revela um novo impasse envolvendo o programa, cercado de dificuldades jurídicas e técnicas para viabilizar a construção das moradias.

Criado por lei em maio de 2022, o “Meu Lote, Minha História” tinha como objetivo beneficiar cerca de 2,8 mil famílias em Anápolis.

O projeto previa a obrigatoriedade de edificação dos terrenos em prazo estabelecido, assim como a concessão de um cheque-moradia de R$ 10 mil para aquisição de materiais de construção.

Em 2024, beneficiários receberam autorização para iniciar construções e tiveram acesso a modelos de projetos habitacionais.

Posteriormente, o município suspendeu a emissão de alvarás após notificações relacionadas à ausência de acompanhamento técnico com Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).

Já em 2025, a atual gestão iniciou tratativas para buscar alternativas de financiamento e apoio aos contemplados.

Segundo relatos anteriores da prefeitura, tanto a Agehab quanto a Caixa Econômica Federal apontaram dificuldades jurídicas para viabilizar subsídios ou linhas específicas de financiamento dentro das regras do programa.

Com a nova auditoria em andamento, o foco da administração municipal passa a ser a revisão dos cadastros e a identificação dos beneficiários aptos a permanecer no programa.

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Ícaro Gonçalves

Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) e mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

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