Brasil troca tijolo baiano por bloco usado na Alemanha e Suécia: material promete casas mais frescas e economia na conta de energia
Material já conhecido na construção europeia começa a ganhar atenção por unir leveza, precisão e melhor desempenho nas paredes

Durante décadas, o tijolo baiano foi uma das imagens mais associadas às obras brasileiras. Presente em casas, reformas e pequenos prédios, ele se tornou popular pelo preço, pela disponibilidade e pela familiaridade da mão de obra.
Agora, uma alternativa usada há anos em países como Alemanha e Suécia começa a aparecer com mais força nas discussões sobre construção eficiente. Trata-se do bloco de concreto celular autoclavado, material leve, poroso e produzido em processo industrial controlado.
A tecnologia não representa uma substituição imediata do modelo tradicional, mas aponta para uma mudança de mentalidade no setor. O foco deixa de estar apenas no custo inicial da parede e passa a incluir conforto térmico, racionalização da obra e consumo de energia ao longo do tempo.
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Como o bloco funciona
O concreto celular autoclavado é feito com uma mistura de cimento, cal, areia, água e agente expansor. Durante a fabricação, pequenas bolhas de ar ficam presas na estrutura, formando um bloco rígido, mas mais leve que soluções convencionais.
Esses poros reduzem a passagem de calor pela parede. Por isso, o material pode contribuir para ambientes internos menos abafados, especialmente em regiões quentes, desde que seja aplicado em um projeto bem planejado.
O desempenho, porém, não depende apenas do bloco. Ventilação, orientação solar, cobertura, revestimentos e qualidade da execução também influenciam diretamente no conforto dentro da casa.
Eficiência depende do projeto
A leveza do material facilita o transporte, o corte e o assentamento. Como os blocos têm medidas maiores e acabamento mais regular, a obra pode ganhar velocidade e reduzir desperdícios de argamassa.
No Brasil, sistemas com blocos de concreto celular autoclavado já aparecem em avaliações técnicas do PBQP-H, programa federal ligado à qualidade da habitação. Já o PBE Edifica, do Inmetro, reforça a importância da envoltória das construções no desempenho energético.
Na prática, paredes com melhor isolamento podem diminuir a necessidade de ventiladores e ar-condicionado. A economia na conta de luz, no entanto, varia conforme o projeto, o clima, os hábitos dos moradores e os equipamentos usados.
Ainda assim, o avanço do material mostra que a construção civil brasileira começa a olhar para a parede como parte estratégica da eficiência da casa, e não apenas como fechamento da obra.
Confira no vídeo abaixo profissionais utilizando o material:
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