Com foco no eleitor de Lula, Luis César Bueno aposta em racha da direita para levar PT ao segundo turno em Goiás
Membro histórico e fundador do partido no estado, o petista foi o escolhido para concorrer ao Governo Estadual

Luis César Bueno foi o nome escolhido pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para disputar o Governo de Goiás nas eleições de 2026.
Membro histórico e fundador do partido no estado, Bueno foi um dos fundadores do Centro dos Professores de Goiás, do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
No Poder Público, ele foi diretor de tributação da primeira gestão do PT em Goiânia, durante o governo de Darci Accorsi (1993-1996). Posteriormente, foi eleito e reeleito vereador pela capital, mas renunciou em 2003 para assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).
Como deputado estadual, exerceu mandatos consecutivos de 2003 até 2019. Ao todo, disputou oito eleições ao longo da carreira política, obtendo vitória em seis delas.
Em entrevista ao Portal 6, o pré-candidato apontou que o foco da campanha do PT no estado será em explorar o racha no eleitorado causado pela profusão de candidaturas de direita, além de tentar conquistar aqueles que votaram em Lula em 2022.
“No nosso campo, nós estamos sozinhos disputando 1.5 milhão de votos que foram dados no segundo turno ao presidente Lula. Então nós queremos o eleitor do Lula”, disse.
Na visão de Bueno, atrair os mesmo votos que foram destinados à campanha petista em 2022 garantirá uma vaga no segundo turno na disputa pelo Palácio das Esmeraldas.
“Esse eleitor pode votar no governador do PT? Sim. O eleitor do Lula tem mais probabilidade de votar no candidato a governador do PT do que votar no candidato do PL ou do ligado ao Caiado. Então, nós podemos ir sim, para o segundo turno”, reforçou.
Para Luis Cesar Bueno, a principal vitrine eleitoral da campanha deverá o histórico de entregas feitas pelas gestões federais do partido ao estado de Goiás.
Ele citou a duplicação de rodovias federais, a criação de institutos federais e novos campi universitários como realizações que estruturaram o estado, desafiando os adversários políticos a apresentarem feitos semelhantes.
“Se você pegar o mapa do Estado de Goiás e analisar as obras estratégicas, as ações que projetaram Goiás numa dimensão geoeconômica, as obras de impacto são do presidente Lula. Esse é o nosso legado. O nosso legado nós vamos mostrar para a população.
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Segurança e saúde pública
No campo da segurança pública, o pré-candidato criticou a atual política estadual e defendeu que o foco das forças policiais deve ser redirecionado para o combate aos crimes financeiros e ao crime organizado, usando como referência a atuação da Polícia Federal.
“Nós vamos fazer com que a segurança pública combata o crime na sua essência, na lavagem de dinheiro e no combate ao crime organizado. Combater o crime não é tirar apenas o batedor de carteira, a pessoa que furta o celular na rua. É combater o crime na sua essência”, defendeu.
A saúde pública do estado recebeu duras críticas do pré-candidato. Ele contestou a eficiência do modelo de gestão por Organizações Sociais (OS) adotado nas grandes unidades de urgência e relatou dificuldades enfrentadas pela população no acesso a leitos de alta complexidade.
“A saúde de Goiás é uma catástrofe. Tenta levar um familiar seu para uma UTI pública agora. Você morre a míngua. Se não tiver um pistolão lá dentro que tire um que já está morrendo para ocupar uma UTI. Vai lá no Hugo agora e ver a fila de UTI ou a fila da alta complexidade. Essa [Saúde] que o governo Caiado construiu, ela tem que ser desmontada e construir uma gestão que realmente funcione”.
Por fim, na área da educação, Bueno apresentou uma proposta de reestruturação profunda em parceria com o governo federal. Ele defendeu a unificação e a federalização do ensino básico ao médio para preparar os jovens para o mercado tecnológico.
“Nós vamos trabalhar nacionalmente para federalizar a educação da pré-escola até o ensino médio, 100% federal. O prefeito não vai ter que gastar mais com educação nem o estado”, defendeu.
O pré-candidato também criticou os índices educacionais divulgados pelo atual governo goiano, os quais afirmou serem artificiais.
“Essa educação que pega um grupo de alunos para prestar o exame, coloca esses alunos em uma escola modelo, e eles tiram nota máxima para colocar Goiás no ranking do desenvolvimento da educação, enquanto 99% da educação está abandonada, isso nós não vamos aceitar”, finalizou.
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