Influenciadora goiana emociona ao revelar por que ouviria mil vezes a mesma história da avó
Nina Baiocchi compartilhou os assuntos que a parente costuma contar e o que a fez enxergar os relatos de forma diferente

O mesmo pão de queijo, o mesmo café e as mesmas histórias – foi pensando nesse conjunto de fatores que a influenciadora goiana Nina Baiocchi viralizou ao apresentar aos internautas a história da avó.
Em um vídeo publicado no Instagram nesta sexta-feira (26), Nina contou como é voltar a Goiânia para visitar a familiar, que explicava à neta sobre a infância na roça e preparava pratos de comida caseira.
Atriz e também cantora, ela revela que já se perguntou se a avó não tinha “nenhum repertório cultural para falar de algum assunto diferente”. Mudou de ideia quando a idosa sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) e precisou ser internada.
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“Um dia ela parou de falar. Foi aí que eu percebi que a única pessoa realmente chata daquela história era eu”, reflete.
A goiana defende que a avó pode não saber sobre os filósofos Friedrich Nietzsche, Jean-Paul Sartre ou Arthur Schopenhauer (referências na área de estudo), pode não ter feito faculdade nem escrito livros, mas sabia explicar sobre a própria história.
“Sabia me explicar como foi crescer na roça sem energia elétrica. Sabia como tricotar um jogo de mesa inteiro e sabia fazer as melhores receitas”, relembra. E detalha: “não era nada dessa coisa gourmet não, era comida caseira mesmo, dessas que reúnem toda a família”.
Nina compartilha que a parente precisou passar por fisioterapia e fonoaudióloga depois do AVC, reaprendendo coisas que já conhecia antes, e justificou: “é por isso que hoje eu daria tudo para ouvir ela contar mais mil vezes a mesma história, na mesma cadeira, com o mesmo pão de queijo e o mesmo café”.
O vídeo logo ultrapassou 760 mil visualizações e emocionou os internautas, que somaram à reflexão nos comentários.
Uma disse: “idosos são poço de sabedoria, uma das maiores injustiças da vida é que por mais que os nossos pais nos digam isso, a gente só aprende na dor e na falta mesmo”.
Outra relatou: “eu amo idosos. Acho maravilhosas todas histórias e experiências deles. Minha maior saudade da vida são meus avós. Queria saber 50% do que eles sabiam da vida, das plantas, dos animais, de culinária. Quem tem a sorte de crescer ao lado deles tem a maior sorte do mundo”.
Assista:
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