Casal rodou 40 países em 20 anos atrás de ideias para construir sua casa e voltou com a ideia de erguer com 7 mil pneus, 3 mil garrafas e 5 mil latinhas no interior do Brasil
Duas décadas de descobertas renderam uma solução surpreendente para transformar antigos sonhos em realidade

Depois de visitar cerca de 40 países ao longo de quase duas décadas, o casal Yuri e Vera Sanada decidiu transformar o conhecimento adquirido em um projeto inédito no Brasil.
Em Joanópolis, no interior de São Paulo, eles começaram a construir a chamada Casa Orgânica, uma residência planejada para reduzir o impacto ambiental desde a obra até o funcionamento diário.
A construção utiliza aproximadamente 7 mil pneus, 3 mil garrafas PET e 5 mil latinhas de alumínio, materiais que normalmente seriam descartados e levariam décadas para se decompor.
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A proposta vai além do reaproveitamento de resíduos. Biólogo, Yuri explica que pneus e latas também exercem função estrutural, sendo utilizados nas paredes, muros, escadas e até na área da piscina.
Inspirado em modelos de construções sustentáveis conhecidos internacionalmente, o projeto combina técnicas de bioconstrução com sistemas modernos para criar uma residência resistente, econômica e com menor impacto ambiental em comparação aos métodos convencionais.
Autonomia sustentável
Um dos principais diferenciais da Casa Orgânica é a capacidade de produzir parte dos recursos necessários para seu funcionamento. O imóvel foi projetado para gerar energia por meio do sol, do vento e do biogás produzido a partir do tratamento do próprio esgoto.
Além disso, conta com sistemas de reaproveitamento de água, capazes de reduzir o consumo em até 60%, e paredes com elevado isolamento térmico, diminuindo a necessidade de aquecimento ou refrigeração artificial.
Modelo para o futuro
Segundo os idealizadores, a construção também apresenta custo cerca de 30% menor do que uma casa convencional de características semelhantes, graças ao uso de materiais reaproveitados e técnicas de construção alternativas.
O projeto acompanha uma tendência mundial de moradias mais eficientes, sustentáveis e autossuficientes, mostrando que resíduos podem ganhar uma nova função quando aliados ao planejamento, à inovação e ao conhecimento técnico.
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