Dr. Henrique Bauduy, médico psiquiatra: “A pessoa mais animada do grupo, é quase sempre a mais doente”
Especialistas alertam que a alegria e animação constantes pode esconder sofrimento psíquico, sobretudo quando vem acompanhada de exaustão

Em uma fala que ganhou repercussão nas redes, o médico psiquiatra Henrique Bauduy chamou atenção para uma situação que costuma passar despercebida: a pessoa mais animada, que contagia todos ao redor, também pode estar em sofrimento intenso.
A reflexão se apoia em um termo popular, conhecido como “depressão sorridente”. Ele não é um diagnóstico formal, mas descreve pessoas que mantêm a rotina, fazem piadas, trabalham e convivem socialmente enquanto escondem sintomas depressivos.
Quando o sorriso vira máscara
O alerta não está na risada em si. Nem toda pessoa extrovertida está doente, assim como nem toda pessoa deprimida parece triste o tempo todo.
O ponto de atenção é o contraste. Alguém pode rir alto no almoço, parecer disposto durante o dia e, ao chegar em casa, desabar em exaustão, vazio, isolamento ou choro escondido.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a depressão pode envolver tristeza persistente, perda de interesse, alterações de sono e apetite, cansaço, culpa, desesperança e dificuldade de concentração.
O risco de ninguém perceber
Esse tipo de sofrimento costuma atrasar a busca por ajuda, justamente porque a pessoa “funciona”. Ela entrega demandas, aparece nas fotos e responde que está tudo bem.
Por isso, familiares e amigos devem observar mudanças de comportamento, sumiços repentinos, irritabilidade, queda de rendimento, frases de desesperança e sinais de cansaço emocional constante.
A mensagem principal é: sofrimento psíquico não deve ser medido apenas pela aparência. Quando o sorriso vira personagem e a vida privada desaba, procurar atendimento psicológico ou psiquiátrico pode mudar o curso da história. Em crise, o CVV atende pelo 188.
Confira abaixo o vídeo do médico psiquiatra:
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