Dono do Frigorífico Goiás vira alvo de investigação após denúncia de ameaça, transfobia e não pagamento por programa
Acompanhante afirma que não recebeu os R$ 500 combinados e relata ter sido ameaçada; defesa nega as acusações

A Polícia Civil (PC) instaurou um procedimento para investigar o empresário Leandro Batista Nóbrega, proprietário do Frigorífico Goiás, após uma mulher trans denunciá-lo por ameaça, transfobia e pelo não pagamento de um programa. O caso ganhou repercussão nesta sexta-feira (10), após ser divulgado pela colunista Milena Teixeira, do portal Metrópoles.
Segundo a denúncia, a ocorrência foi registrada na noite de 15 de junho, pouco depois do encontro entre os dois, na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam).
Em nota enviada ao Metrópoles, a polícia informou que o caso foi registrado inicialmente como ameaça e que um procedimento foi instaurado para apurar os fatos. A investigação está sob responsabilidade da 1ª Delegacia de Polícia.
De acordo com o relato da denunciante, o desentendimento teria começado após ela informar que não aceitaria realizar uma prática sexual específica durante o programa. Ainda conforme a versão apresentada à polícia, o empresário teria saído para tomar banho e, ao retornar, ela o reconheceu como proprietário do Frigorífico Goiás.
A mulher afirma que passou a questioná-lo sobre publicações consideradas transfóbicas feitas por ele nas redes sociais e sobre a contradição entre esse posicionamento e a contratação dos serviços de uma mulher trans. A partir desse momento, segundo a denúncia, a discussão se intensificou.
Ela sustenta que foi ameaçada e que o empresário teria tentado oferecer dinheiro para que o caso não fosse divulgado. A denunciante também afirma que Leandro deixou o local sem pagar os R$ 500 previamente acertados pelo programa.
As acusações agora serão apuradas pela Polícia Civil.
O outro lado
Procurado pelo Portal 6, o advogado de Leandro Batista Nóbrega negou as acusações e afirmou que a denúncia é falsa.
O defensor declarou ainda que foi autorizado a “tomar providencias contra o jornal [Metrópoles], seus proprietários, autor da matéria, bem como, todos os que republicaram ou pretendem republicar”.
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