Segundo a psicologia, usar relógio, mesmo tendo celular, não é coisa do passado, mas uma forma de proteger a atenção das distrações

Acessório permite consultar as horas sem entrar em contato com mensagens, redes sociais e outros estímulos capazes de interromper o foco

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Segundo a psicologia, usar relógio, mesmo tendo celular, não é coisa do passado, mas uma forma de proteger a atenção das distrações
(Foto: Reprodução)

Usar relógio de pulso em plena era dos smartphones pode parecer um hábito ultrapassado. No entanto, a escolha pode funcionar como uma estratégia simples para reduzir as distrações digitais ao longo do dia.

Isso porque consultar o horário no celular raramente se limita a olhar os números na tela. Mensagens, chamadas, notícias e alertas de aplicativos surgem ao mesmo tempo e podem desviar a atenção.

Assim, uma tarefa que deveria durar poucos segundos pode terminar em uma sequência de ações não planejadas.

Relógio evita o contato com notificações

Ao olhar para o pulso, a pessoa encontra apenas a informação que procurava: a hora. Não há conversas pendentes, propagandas ou publicações disputando a atenção.

Essa característica transforma o relógio em uma ferramenta de função única. Depois da consulta, fica mais fácil retornar imediatamente ao trabalho, estudo ou conversa.

Já no celular, até uma notificação que não é aberta pode deixar uma nova preocupação. A pessoa pode começar a pensar na mensagem recebida, mesmo sem respondê-la naquele momento.

Pequenas interrupções prejudicam o foco

Um estudo publicado na revista Mobile Media & Communication relacionou a checagem frequente do celular a uma maior percepção de interrupções e procrastinação.

A pesquisa não analisou especificamente pessoas que pegavam o aparelho para consultar o horário. Portanto, não é possível afirmar que toda verificação das horas cause uma distração prolongada.

Ainda assim, o comportamento ajuda a explicar como estímulos inesperados podem fragmentar a concentração.

Outro conceito relacionado é o da atenção residual. Ele ocorre quando parte da mente continua presa a uma informação ou tarefa anterior, dificultando o retorno completo à atividade principal.

Hábito não representa rejeição à tecnologia

Usar relógio não significa abandonar o celular ou rejeitar as ferramentas digitais. A diferença está em escolher quando acessar o conjunto de informações disponível no aparelho.

O acessório pode ser especialmente útil durante estudos, reuniões, leituras e tarefas que exigem concentração contínua.

Além disso, deixar o celular longe da mesa, silenciar alertas menos importantes e separar horários para responder mensagens também ajudam a preservar o foco.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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