A proporção certa de areia e cimento para fazer o reboco da parede sem trincar nem esfarelar, segundo pedreiros

Pequenos equívocos no preparo da massa podem comprometer a aderência e deixar marcas visíveis pouco tempo depois da obra

Layne Brito -
A proporção certa de areia e cimento para fazer o reboco
(Foto: Reprodução)

Renovar uma parede parece um trabalho simples até surgirem fissuras, partes ocas ou pedaços de reboco se soltando. Muitas vezes, o problema começa ainda na preparação da massa, quando os materiais são colocados sem medida ou recebem água em excesso.

Para o reboco convencional feito apenas com cimento e areia, pedreiros costumam adotar a proporção de uma parte de cimento para três partes de areia, sempre usando o mesmo recipiente como medida.

Consistência também faz diferença

Não basta acertar a quantidade dos materiais. A água deve ser acrescentada aos poucos, apenas até formar uma massa homogênea, firme e fácil de espalhar.

Quando a mistura fica muito líquida, aumenta o risco de retração durante a secagem, o que favorece o aparecimento de fissuras.

Já uma massa seca demais perde trabalhabilidade e pode não aderir corretamente à parede.

A escolha da areia também influencia o resultado. O ideal é utilizar material limpo, peneirado e sem excesso de impurezas.

Parede precisa ser preparada

Antes do reboco, a superfície deve estar firme, limpa e livre de poeira, gordura, tinta solta ou resíduos.

O chapisco também ajuda a criar uma base áspera e melhora a aderência da nova camada.

Em dias quentes, a parede pode ser levemente umedecida para evitar que retire água da massa rapidamente.

Além disso, a secagem não deve ser acelerada com sol forte ou vento direto.

Em áreas externas, paredes úmidas ou serviços com camadas mais grossas, a mistura pode exigir cal, aditivos ou argamassa industrializada.

Nesses casos, a avaliação de um profissional ajuda a evitar que um traço comum seja usado em uma situação inadequada.

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Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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