A psicologia afirma que pessoas que gostam de ir à praia podem encontrar no mar uma forma de reduzir o estresse, renovar as emoções e melhorar o bem-estar
Um hábito ligado ao lazer pode favorecer mecanismos de recuperação mental e ajudar a explicar uma sensação comum depois desses momentos

As pessoas que gostam de ir à praia podem encontrar nesses momentos mais do que diversão ou uma oportunidade de tomar banho de mar. Estudos sobre psicologia ambiental associam o contato com ambientes costeiros a sensações de relaxamento, bem-estar e recuperação do desgaste provocado pela rotina.
Esses locais fazem parte dos chamados “espaços azuis”, nome usado por pesquisadores para ambientes naturais ou urbanos que possuem água, como praias, rios, lagos e lagoas.
A relação, porém, não significa que gostar do mar revele um tipo específico de personalidade ou que uma ida à praia funcione como tratamento psicológico.
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Por que o ambiente pode ajudar
O efeito parece estar ligado a uma combinação de fatores.
O som repetitivo das ondas, a paisagem aberta, a menor quantidade de estímulos urbanos e o contato com a natureza podem facilitar momentos de atenção menos exigente.
Dessa forma, a pessoa consegue se afastar temporariamente das preocupações que disputam sua concentração durante o dia.
Além disso, praias costumam estimular caminhada, natação e outras atividades físicas. O passeio também pode favorecer encontros sociais ou, para quem prefere ficar sozinho, momentos de contemplação.
Uma revisão científica sobre espaços azuis encontrou associação positiva com saúde mental, bem-estar e prática de atividade física.
Outras estratégias simples também podem contribuir para lidar com períodos de tensão, como técnicas de respiração voltadas ao relaxamento.
O contexto também importa
Nem toda experiência na praia será relaxante.
Calor excessivo, praias lotadas, barulho, trânsito, insegurança ou desconforto podem produzir justamente o efeito contrário. Por isso, características do local e preferências individuais influenciam a experiência.
Quem procura tranquilidade pode, por exemplo, preferir praias mais afastadas de grandes aglomerações.
Pesquisas recentes também alertam que ainda não é possível determinar qual tipo de espaço azul oferece mais benefícios nem qual seria uma frequência ideal de exposição.
Assim, estar perto do mar pode ajudar a reduzir o estresse e favorecer o bem-estar, mas não existe uma resposta igual para todas as pessoas.
Além disso, passeios e contato com a natureza não substituem acompanhamento psicológico ou médico quando existe sofrimento emocional persistente.
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