Escolas encontraram uma solução para manter os alunos longe dos celulares e professores dizem que eles estão mais focados e felizes
Medida adotada por colégios ingleses reduziu distrações, mudou a rotina das salas e recebeu aprovação até de alunos resistentes

Manter estudantes longe dos celulares durante as aulas virou um desafio constante. Mesmo quando os aparelhos permanecem no silencioso, mensagens, vídeos e redes sociais continuam disputando a atenção com os professores.
Por isso, escolas da Inglaterra começaram a adotar bolsas individuais com trava magnética. Os alunos guardam os smartphones no início do dia e só conseguem retirá-los nos pontos de abertura instalados pela instituição.
Mudança dentro da escola
A Stockport Grammar School implantou o sistema em setembro de 2025. Antes, a unidade permitia que os estudantes carregassem os aparelhos, desde que permanecessem desligados e fora da vista.
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A regra, porém, não impedia gravações escondidas, troca de mensagens ou encontros combinados nos banheiros. Segundo a direção, os professores precisavam fiscalizar constantemente o comportamento dos alunos.
Após a adoção das bolsas, educadores relataram maior concentração, menos pedidos para sair da sala e redução das interrupções. Nos intervalos, estudantes passaram a conversar mais, praticar esportes e interagir pessoalmente.
Embora parte dos alunos tenha resistido no início, alguns reconheceram que conseguem prestar mais atenção sem o celular no bolso. A direção também percebeu melhora no clima escolar e no bem-estar dos jovens.
Resultados ainda dividem opiniões
A Inglaterra determinou que as escolas adotem políticas para restringir celulares durante aulas, intervalos e horários de almoço. No entanto, cada instituição pode escolher como aplicar a medida. O uso das bolsas não é obrigatório.
Uma pesquisa do National Bureau of Economic Research identificou queda expressiva no uso dos aparelhos e melhora gradual no bem-estar dos estudantes e na satisfação dos professores.
Por outro lado, o estudo não encontrou avanços significativos nas notas, na frequência escolar ou na percepção de bullying virtual. Também houve aumento inicial de problemas disciplinares em algumas unidades, enquanto os alunos se adaptavam.
Críticos afirmam que as bolsas não resolvem o uso excessivo fora da escola. Ainda assim, professores favoráveis à iniciativa dizem que algumas horas sem notificações já ajudam a recuperar a atenção, a convivência e o contato entre os estudantes.
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