Miriam Arenas, farmacêutica: “O creme Nivea da lata azul não foi feito para ser usado no rosto, pois pode obstruir os poros e deixar a pele muito oleosa”

Produto atravessa gerações e segue presente em muitos lares, mas seu uso diário exige atenção ao tipo de pele e à finalidade

Layne Brito Layne Brito -
O creme Nivea da lata azul não foi feito para ser usado no rosto
(Foto: Reprodução/Captura de tela/Youtube)

Presente em casas de diferentes gerações, o tradicional creme Nivea da lata azul costuma ser tratado como um produto versátil. Há quem o aplique nas mãos, nos pés, nos cotovelos e até no rosto, principalmente quando a pele apresenta sinais de ressecamento.

Apesar da popularidade, a farmacêutica Miriam Arenas alerta que a fórmula pode ser pesada demais para a região facial. Segundo a especialista, o creme cria uma camada protetora sobre a pele, o que pode favorecer o excesso de brilho e o surgimento de poros obstruídos em algumas pessoas.

“O creme Nivea da lata azul não foi feito para ser usado no rosto, pois pode obstruir os poros e deixar a pele muito oleosa”, afirmou Miriam.

Para que serve o creme Nivea da lata azul?

O produto serve principalmente para hidratar e proteger regiões ressecadas do corpo.

Sua textura espessa ajuda a formar uma barreira sobre a pele, reduzindo a perda de água e mantendo a área hidratada por mais tempo.

Por isso, o creme costuma ser mais indicado para mãos, cotovelos, joelhos, pés e calcanhares.

Essas regiões normalmente apresentam pele mais grossa e podem sofrer com rachaduras, aspereza e descamação.

O produto também pode ser utilizado após o contato frequente com água, vento ou temperaturas baixas.

Nesses casos, ele ajuda a recuperar a sensação de maciez e a diminuir o desconforto provocado pelo ressecamento.

No entanto, o creme não foi desenvolvido para tratar acne, manchas, rugas ou outros problemas dermatológicos.

Sua principal função é hidratar e proteger, e não substituir produtos com ativos específicos.

Uso no rosto exige atenção

De acordo com Miriam, a consistência densa pode deixar a pele facial com uma sensação pegajosa.

O efeito tende a incomodar principalmente pessoas com pele mista, oleosa ou com tendência ao aparecimento de cravos e espinhas.

Isso não significa, porém, que todas as pessoas terão a mesma reação.

Quem possui o rosto muito seco pode tolerar melhor o produto, principalmente quando ele é aplicado em pequena quantidade e apenas nas regiões mais ressecadas.

A própria fabricante informa que o creme pode ser usado no rosto, nas mãos e no corpo.

Dessa forma, o alerta da farmacêutica deve ser entendido como uma recomendação para observar o tipo de pele e a resposta individual ao produto.

Caso a aplicação provoque aumento da oleosidade, cravos, espinhas, coceira ou vermelhidão, o uso deve ser interrompido.

Pessoas com acne persistente ou pele sensível devem buscar orientação de um dermatologista antes de incluir produtos muito densos na rotina facial.

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Layne Brito

Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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