Nem peito, nem sobrecoxa: existe uma parte do frango mais barata que as duas e com mais proteína, e poucos brasileiros sabem qual é

Uma parte inusitada do frango é uma alta fonte de proteína, além de ser mais em conta do que outros cortes mais conhecidos

Rebeca Ferreira Rebeca Ferreira -
carne de frango
(Foto: Reprodução/Captura de tela/TikTok)

O peito e a sobrecoxa costumam dominar a lista de compras de quem busca uma carne de frango versátil para o dia a dia. O problema é que, com a alta dos preços dos alimentos, pagar sempre pelos cortes mais procurados pode pesar no orçamento.

Mas existe uma parte do frango que passa despercebida por muitos consumidores: além de normalmente ter custo menor, ela concentra uma quantidade significativa de proteína e pode render receitas variadas.

A parte do frango mais barata e proteica é o coração de frango. Apesar de ser mais associado a churrascos, o corte também pode aparecer em outras preparações e possui um perfil nutricional que chama atenção.

Por que o coração de frango pode ser uma boa escolha

O coração de frango faz parte dos chamados miúdos, grupo que inclui órgãos e partes menos valorizadas comercialmente. Por isso, em muitos mercados, costuma ter preço inferior ao de cortes tradicionais como peito e sobrecoxa.

Segundo a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA), da Universidade de São Paulo (USP), o coração de frango apresenta alta concentração de proteína em sua composição nutricional. Em 100 gramas do alimento cozido, são cerca de 22 gramas de proteína.

A quantidade é semelhante à encontrada em outros cortes da ave, mas o valor do produto pode ser mais acessível dependendo da região e da oferta disponível.

Como o coração de frango se compara a outros cortes

O peito de frango é conhecido por ser uma das opções mais magras e com alto teor proteico. De acordo com dados da TBCA, 100 gramas de peito de frango cozido apresentam aproximadamente 31 gramas de proteína.

Já a sobrecoxa possui mais gordura por estar próxima à pele e apresentar uma composição diferente do peito. O coração, por outro lado, oferece uma alternativa intermediária, com sabor mais intenso e textura própria.

Por isso, ele não necessariamente substitui todos os usos do peito ou da sobrecoxa, mas pode ser uma opção interessante para variar a alimentação gastando menos.

Como preparar o coração de frango

O corte é bastante utilizado em churrascos, mas também funciona em receitas feitas na panela, no forno ou na frigideira.

Antes do preparo, é importante fazer a higienização adequada e retirar excessos de gordura ou partes indesejadas. Depois, temperos como alho, cebola, limão, ervas e pimenta ajudam a valorizar o sabor característico.

Uma das formas mais tradicionais é deixar o coração marinar por algum tempo antes de levar ao fogo. Assim, o tempero penetra melhor e a carne fica mais saborosa.

Na churrasqueira, o segredo está em evitar tempo excessivo de exposição ao calor para que o interior não fique ressecado. Já na panela, cozimentos com molho podem deixar a textura mais macia.

Um corte que ainda é pouco aproveitado

Apesar de fazer parte da culinária brasileira, o coração de frango ainda é visto por muitas pessoas como uma opção secundária. No entanto, o aumento da busca por alimentos com bom custo-benefício tem colocado cortes menos tradicionais novamente em destaque.

A escolha do melhor corte depende do objetivo: quem procura menor teor de gordura pode preferir o peito, enquanto quem busca sabor e economia pode encontrar no coração uma alternativa interessante.

No fim, conhecer diferentes partes do frango permite variar o cardápio e evitar concentrar a compra apenas nos cortes mais famosos – que nem sempre são os mais vantajosos para o bolso.

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