Aos 23 anos, jovem se forma e entra na colação de grau com a bolsa térmica usada durante anos para vender lanches no ônibus, em homenagem à mãe que preparava os salgados e ajudou a pagar a faculdade
Objeto levado à formatura relembrou a rotina de vendas que ajudou um jovem gaúcho a concluir a faculdade ao lado da mãe

Em meio às becas, fotografias e comemorações de uma colação de grau, um objeto simples carregado por um formando chamou atenção por representar muito mais do que os anos passados dentro da faculdade. Por trás dele estava uma rotina de trabalho compartilhada entre mãe e filho.
A história é de Bruce Carneiro Friederich, que tinha 23 anos quando concluiu Educação Física pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), em Santiago, no Rio Grande do Sul. A instituição confirma que ele integrou a 5ª turma do curso e participou da colação realizada em fevereiro de 2022.
Na cerimônia, Bruce apareceu carregando a bolsa térmica que utilizava para vender lanches no ônibus durante a graduação. O gesto serviu como homenagem à mãe, Cimara Carneiro Friederich, responsável por preparar os alimentos que ajudavam o filho a bancar as mensalidades.
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A ideia das vendas havia partido do próprio estudante. Cimara trabalhava durante o dia e, ao voltar para casa, ainda preparava os salgados para que o filho pudesse comercializá-los na manhã seguinte.
Segundo relato publicado à época, ela chegou a perguntar se ele não sentiria vergonha de vender para os colegas, mas Bruce encarou o trabalho como uma forma legítima de continuar estudando.
Alguns passageiros compravam até fiado e acertavam os valores no início do mês, período em que Bruce precisava reunir dinheiro para quitar a mensalidade.
Sem bolsa de estudos ou financiamento governamental, ele conseguiu concluir a graduação com a ajuda daquela renda.
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