As cidades brasileiras mais caras para se viver em 2026, segundo o IBGE

Indicadores de inflação ajudam a revelar onde o orçamento das famílias sente mais pressão e mostram diferenças importantes pelo país

Gabriel Dias Gabriel Dias -
As cidades brasileiras mais caras para se viver em 2026, segundo o IBGE
(Foto: Reprodução)

Escolher onde morar no Brasil também significa fazer contas. Dependendo das cidades, aluguel, mercado, transporte, saúde e lazer podem exigir milhares de reais a mais todos os meses.

Dados do IBGE ajudam a acompanhar a inflação e a variação do custo de consumo das famílias, mas o instituto não produz um ranking oficial apontando quanto uma pessoa precisa desembolsar mensalmente em cada município.

Por isso, estimativas de 2026 baseadas em levantamentos de custo de vida ajudam a dimensionar melhor essa diferença.

Quanto custa viver nas cidades mais caras

Considerando despesas mensais estimadas para uma pessoa solteira, incluindo itens como moradia, alimentação, transporte, saúde e lazer, alguns dos maiores valores encontrados são:

São Paulo — cerca de R$ 6.470 por mês

A maior cidade do país também aparece entre as mais caras. O peso da moradia é um dos principais responsáveis pelo orçamento elevado.

Rio de Janeiro — aproximadamente R$ 5.860 por mês

Aluguel, alimentação e serviços fazem a capital fluminense permanecer entre as cidades de custo mais elevado.

Brasília — cerca de R$ 5.650 por mês

A capital federal também exige um orçamento considerável, especialmente quando entram na conta moradia e despesas cotidianas.

Florianópolis — aproximadamente R$ 5.420 por mês

A capital catarinense se destaca entre os maiores custos estimados, com a habitação exercendo forte influência no orçamento.

Campinas — cerca de R$ 5.060 por mês

Mesmo sem ser capital, Campinas aparece entre os grandes centros brasileiros onde manter uma rotina individual pode custar mais.

Curitiba — aproximadamente R$ 4.650 por mês

Na capital paranaense, a estimativa mensal continua elevada, embora fique abaixo dos valores observados em São Paulo, Rio e Brasília.

Porto Alegre — cerca de R$ 4.560 por mês

A capital gaúcha também figura entre os grandes centros com maior custo mensal estimado.

Belo Horizonte — aproximadamente R$ 4.470 por mês

A capital mineira fecha a lista, com valor menor que o observado em outras grandes capitais, mas ainda significativo para uma pessoa que mora sozinha.

Valor pode variar bastante

Essas cifras funcionam como estimativas, e não como um valor fixo necessário para viver em cada cidade. Bairro escolhido, tamanho do imóvel, alimentação, uso de carro ou transporte público e estilo de vida podem alterar o orçamento em milhares de reais.

O Numbeo, por exemplo, estima que uma pessoa sozinha gaste em média R$ 2.877,60 por mês no Brasil sem considerar aluguel, em dados atualizados em agosto de 2026. Para uma família de quatro pessoas, a estimativa chega a aproximadamente R$ 10.498,70, também sem aluguel.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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