Começou a campanha presidencial
É a possibilidade de ouvir propostas e escolher os candidatos que melhor defendem os interesses do Brasil

A campanhas está na rua, os candidatos buscam votos. É a Possibilidade de ouvir propostas e escolher os candidatos que melhor defendem os interesses do Brasil.
A história mostra que, se a eleição é uma realidade, é porque houve resistência daqueles que não se curvaram para a ditadura civil-militar (1964-85), que se fez dona do poder e, por 21 anos, praticou a perseguição, censura e a tortura, impedindo o povo brasileiro de exercer a liberdade política e a responsabilidade cívica.
Naquela época, o deputado do MDB, Ulisses Guimarães, foi o referencial nacional de resistência contra a ditadura. Em 1974, o general Ernesto Geisel foi “escolhido” presidente da República numa eleição fajuta, no Colégio Eleitoral. O povo estava impedido de votar de forma direta. Ulisses Guimarães e o jornalista Barbosa Lima Sobrinho lançaram candidatura a presidente e vice-presidente, respectivamente. Era uma “anticandidatura”; o que queriam era denunciar a ditadura, mobilizar o povo e criar uma força de oposição.
A história nos mostra por que podemos, no presente, fazer as nossas escolhas políticas. Vamos respeitar a memória de quem realmente foi e é democrata, e não deixar passar golpista e golpismo. Precisamos repetir sempre: “Ditadura nunca mais”.
Decidi não votar:
Em quem defende o armamentismo e o livre mercado de armas;
Em quem defende o nacionalismo acima da vida humana, mas levanta bandeira de outros países;
Em quem é subserviente ao imperialismo e vive fazendo declaração de fidelidade canina a outros países;
Em quem usa as igrejas e a boa-fé do nosso povo crente, e faz da religião instrumento político e dos púlpitos palanques eleitorais;
Em quem faz da política “a luta do bem contra o mal”, transforma adversário político em diabo e desumaniza pessoas que pensam e se identificam de forma minoritária;
Em quem não acredita em vacinas, não acredita na ciência e pensa que a terra é plana.
Decidi votar:
Em quem defende o aumento dos impostos para os “super ricos” e alivia a carga tributária para o restante da sociedade;
Em quem defende os direitos civis e a proteção de minorias como forma de praticar justiça social;
Em quem acredita na escola pública, gratuita e de qualidade;
Em quem defende políticas públicas de apoio às mulheres e os seus direitos conquistados;
Em quem se compromete em dar suporte financeiro para as famílias em situação de vulnerabilidade.
Em quem acredita nas reformas sociais pacíficas e é contra qualquer forma de violência;
Em quem propões reformas legais voltadas para o cuidado ambiental e a sustentabilidade do planeta.
Acredito também que, se os cristãos se envolverem mais diretamente na esfera política, devem fazê-lo ao lado daqueles que se dispõem a construir políticas igualitárias, contribuindo para a afirmação das liberdades fundamentais de todo ser humano.
Jesus é o avalista das ideias de promoção daqueles que estão ‘abandonados à beira do caminho’, ainda que, num primeiro momento, eles estejam ‘desacordados’ e sem consciência de si mesmos, apenas carentes de alguém que lhes ‘leve para uma hospedaria, cuide deles e pague as suas contas’” (Lc. 10:25-37).
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