O que dá para comprar no supermercado com um salário mínimo em 2026? Veja os preços médios
Colocar o salário diante do carrinho de compras ajuda a revelar quanto a alimentação básica já consome antes das demais contas do mês

O salário mínimo nacional chegou a R$ 1.621 em 2026. No entanto, quando esse valor encontra os preços do supermercado, boa parte do dinheiro pode desaparecer apenas com a alimentação.
Em Goiânia, por exemplo, a cesta básica calculada pelo Dieese custou R$ 821,22 em junho de 2026. Isso significa que os alimentos essenciais para um adulto consumiram cerca de 50,7% de um salário mínimo bruto.
O que entra nessa cesta
Para Goiás, a metodologia do Dieese considera itens básicos como carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão francês, café, banana, açúcar, óleo e manteiga.
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Entre as quantidades mensais previstas estão, aproximadamente:
- 6 kg de carne;
- 7,5 litros de leite;
- 4,5 kg de feijão;
- 3 kg de arroz;
- 6 kg de batata;
- 9 kg de tomate;
- 6 kg de pão francês;
- 600 g de café;
- 90 bananas.
Além disso, a cesta inclui farinha, açúcar, óleo e manteiga.
Quanto sobra do salário
Considerando os R$ 821,22 da cesta, sobrariam cerca de R$ 799,78 dos R$ 1.621.
Entretanto, esse dinheiro ainda precisaria cobrir despesas como aluguel, água, energia, gás, transporte, medicamentos, higiene e outros alimentos que não aparecem na cesta básica.
Por isso, embora matematicamente um salário mínimo consiga comprar quase duas cestas básicas de Goiânia, essa comparação não representa a realidade completa do orçamento de uma família.
Alguns alimentos ficaram mais caros
O Dieese também encontrou forte aumento em alguns produtos ao longo de 12 meses.
Em Goiânia, o feijão carioca subiu 70,95%, enquanto a batata aumentou 50,25%. Tomate, carne bovina, banana, leite e pão também registraram alta no período.
Assim, para quem recebe um salário mínimo, pesquisar preços, aproveitar promoções e planejar o cardápio ganhou ainda mais importância em 2026.
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