Vírus da dengue que estava ‘sumido’ volta a predominar em Goiás após 10 anos, alerta Flúvia Amorim
Aumento de casos está relacionado às mudanças climáticas geradas pelo El Ninõ, mas também à falta de imunização

Durante entrevista ao podcast Portal 6 Ao Vivo nesta quinta-feira (17), Flúvia Amorim alertou sobre o crescimento dos casos de dengue do sorotipo DEN-3 registrados em Goiás, vírus que há mais de 10 anos não circulava de forma expressiva no estado.
Superintendente da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Flúvia explicou como o aumento de casos está relacionado às mudanças nas condições climáticas, que podem acelerar a reprodução do mosquito Aedes aegypti, mas também à falta de imunização.
Dados da SES mosram que Goiás já contabiliza mais de 103 mil casos confirmados de dengue e 81 mortes pela doença em 2026.
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“Nossa situação hoje é de alerta, por vários fatores. Um deles é o El Ninõ. Nós temos vários estudos e evidências que mostram que quando ocorre o aumento de temperatura e chuvas irregulares, aumenta também a chance de proliferação do Aedes”, afirmou.
Segundo a especialista, o ciclo de crescimento do Aedes, que vai desde o ovo até o mosquito adulto, normalmente vai de 7 a 10 dias, mas já tem sido observado ocorrer de 5 a 7 dias.
Com essa dimunição no tempo de amadurecimento do mosquito, a densidade dos mosquitos nas cidades aumenta durante o período chuvoso, o que impacta no número de infecções.
Circulação do sorotipo DEN-3
Outro fator de preocupação apontado por Flúvia é a circulação predominante do sorotipo DEN-3, que não estava em evidência dessa forma há mais de uma década.
Dados recentes da SES mostram que o subtipo já representa mais de 53% dos casos confirmados e analisados em Goiás. Esse é considerado um dos tipos mais agressivos, com maior potencial de causar quadros graves da doença.
“A gente está com um tipo de vírus da dengue que há mais de dez anos ele não ficava assim. Em dez anos ficamos com um quadro de pessoas que ainda não tinham se infectado com ele, ou que nasceram nesse período, e que não tem proteção.
Então o alerta, é porque nós podemos ter, sim, uma situação parecida com o que aconteceu em 2024”, acrescentou.
A entrevista completa está disponível no YouTube do Portal 6. Confira:
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