Crescendo mais que Goiânia e Aparecida de Goiânia, Anápolis tem quatro principais desafios para qualidade de vida

Cidade é a terceira mais populosa e a sétima melhor para se viver no estado, mas ainda tem margem para se desenvolver

Natália Sezil Natália Sezil -
Vista aérea do bairro Jundiaí, em Anápolis.
Vista aérea do bairro Jundiaí, em Anápolis. (Foto: Prefeitura de Anápolis)

Anápolis cresceu acima da média nacional e atingiu a marca de 424.647 habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados na última sexta-feira (28).

Foram 4.347 pessoas a mais do que no ano anterior, mantendo a posição já consolidada como a terceira cidade mais populosa em Goiás. O ranking se une ao de qualidade de vida, onde o município apareceu no 7º lugar no estado – mas não extingue os desafios.

De acordo com o Índice de Progresso Social (IPS), que foi compilado em maio deste ano indicando as maiores qualidades de vida no país, Anápolis tem quatro problemas nos quais focar.

São os considerados “relativamente fracos”, quando comparados a outras cidades na mesma faixa econômica: um relativo às necessidades humanas básicas e três, às oportunidades.

Saúde

O primeiro deles é sobre a cobertura vacinal. Dados públicos do Ministério da Saúde indicam que a imunização em Anápolis está abaixo da média nacional para 12 doenças.

Vale destacar que a meta considerada ótima é 95%, e enxerga-se como avanço significativo quando o índice atinge 80% ou mais.

A falta de vacinação nas crianças anapolinas é especialmente preocupante para a febre amarela (72,57% do público vacinado), segunda dose da tríplice viral (72,50%) e varicela (70,79%).

Também os reforços, administrados aos quatro anos de idade: 2º reforço da DTP (cobertura de 74,89%), 2ª dose da varicela (61,63%) e reforço da febre amarela (60,61%, o índice vacinal mais baixo em Anápolis).

Justiça

O segundo tópico no qual o IPS classifica que Anápolis é relativamente fraca é a Taxa de Congestionamento Líquida de Processos.

Trata-se de um indicador oficial do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que mede quantos processos ficaram parados sem solução. A porcentagem é calculada em relação ao total que tramitou no período.

Não entram na conta os casos suspensos, sobrestados, em arquivo provisório ou execuções fiscais. Os dados públicos mais recentes são de 2024, quando o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 18ª Região calculou taxa de 46%.

Neste ano, a 1ª Vara do Trabalho de Anápolis iniciou 499 execuções e baixou 578. O índice estava acima da média regional do mesmo período, que tinha sido de 40%. No país, a taxa tinha sido de 60,76%.

Situação de vulnerabilidade

Os dois últimos desafios para Anápolis, indicados pelo IPS Brasil, são o Índice de Vulnerabilidade das Famílias do CadÚnico (IVCAD) e a violência contra as mulheres.

Dados públicos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome indicam que Anápolis possui 65.048 famílias registradas no Cadastro Único do Governo Federal, totalizando 155.615 pessoas.

A maioria está na faixa que recebe renda familiar per capita acima de meio salário mínimo (37.087 famílias), seguida por quem está na classificação baixa renda (20.993) e na pobreza propriamente dita (6.968).

O IVCAD sintetiza seis dimensões da vulnerabilidade social por meio de 40 indicadores. Varia de 0 a 1: quanto mais vulnerável a população, mais próximo de 1 o resultado.

Anápolis está abaixo da média nacional: índice de 0,241, em comparação com 0,281 no país.

Não foram encontrados dados públicos sobre a violência contra as mulheres especificamente em Anápolis.

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Natália Sezil

Natália Sezil

Chegou no Portal 6 como estagiária de jornalismo e foi promovida a repórter. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.

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