Cidade brasileira está sendo invadida pelo mar, tem 65 prédios tortos e solução pode custar R$ 200 milhões para conter alagamentos e proteger mais de 200 mil moradores
Entre prédios inclinados e o avanço das águas, cidade litorânea prepara um plano bilionário para enfrentar alagamentos e eventos extremos

Santos, no litoral de São Paulo, enfrenta um desafio que reúne alagamentos, marés e a necessidade de modernizar a infraestrutura urbana. Para reduzir os impactos, um plano de R$ 200 milhões prevê intervenções que podem beneficiar mais de 200 mil moradores.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou o recurso dentro do programa BNDES Cidades Resilientes. No entanto, a liberação do dinheiro não significa que as obras começarão imediatamente.
Antes disso, a cidade precisa concluir estudos, projetos e licenciamento ambiental. Além disso, a Prefeitura ainda definirá quais soluções serão adotadas. O planejamento contempla as bacias dos canais 1 a 7 e a Macrozona Leste.
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Canais e comportas
O projeto prevê obras de macro e microdrenagem, modernização de canais e comportas, proteção costeira e requalificação urbana. Além disso, a proposta inclui alternativas para ampliar áreas permeáveis e facilitar a absorção da água da chuva.
Outra frente envolve a ampliação do Centro de Controle Operacional (CCO), com estimativa de R$ 80 milhões. A estrutura deverá integrar dados para acompanhar a drenagem, a dragagem e o funcionamento das comportas.
Segundo o planejamento, as intervenções devem avançar ao longo de quatro a cinco anos, desde que a cidade conclua todas as etapas necessárias.
E os prédios tortos?
Santos também chama atenção pelos edifícios inclinados da orla. Atualmente, a Prefeitura acompanha 65 prédios com desaprumo, principalmente entre os canais 2 e 6.
Esses imóveis ficam nos bairros Gonzaga, Boqueirão, Embaré e Aparecida. De acordo com o município, as fundações utilizadas décadas atrás, junto às características do solo da região, explicam a inclinação dos edifícios.
Apesar disso, os prédios não fazem parte dos R$ 200 milhões destinados ao plano climático. O município trata o reaprumo dessas estruturas em uma frente separada.
Em agosto de 2026, a Prefeitura ainda não tinha firmado acordo formal com o BNDES para financiar essas obras. Enquanto isso, equipes acompanham os edifícios por meio de laudos periódicos.
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